Como funcionam as escolas de samba

Autor: 
Cíntia Costa

Quando se pensa em carnaval no Brasil, uma das primeiras imagens que vêm à cabeça de imediato são belas mulheres em fantasias sensuais e luxuosas sambando ao som da bateria de uma escola de samba.

Os desfiles de escola de samba são o maior símbolo do nosso carnaval e o mais rentável. Só o faturamento com a venda de ingressos para assistir os desfiles do Rio de Janeiro, berço das escolas, beirou os R$ 40 milhões no ano de 2007.

As musas que brilham na pista são apenas uma parte do show. Junto com elas, desfilam milhares de foliões de todas as idades, divididos em setores com funções e fantasias diferentes. O espetáculo fica completo com as alegorias – monumentos sobre rodas que ilustram o tema do desfile.

Apesar de toda pompa, não é só de samba no pé que vive uma escola – é preciso suar muito até chegar à avenida. Quem assiste as empolgantes apresentações, mal sabe o trabalho que dá organizar tudo: são necessários meses de antecedência para escolher o tema, o enredo e as coreografias, fabricar fantasias e enfeites e ensaiar bateria, passistas e foliões.

Viradouro
Divulgação: Liesa
A escola de samba de Viradouro

Quando chega o carnaval, dá pra ver o resultado nos sorrisos da platéia. Até mesmo quem não gosta da festa tem de tirar o chapéu para a grandiosidade dos carros alegóricos, a beleza das fantasias e a sincronia da bateria.

Nas próximas páginas, vamos passar um raio-x nas escolas de samba para entender como funcionam seus diversos setores, os bastidores e os concorridíssimos concursos que definem quem vai brilhar no sambódromo de cada região, ano a ano.

Veremos como simples agremiações de bairro da década de 30 foram se transformando ao longo dos anos em megaorganizações, com estrutura administrativa digna de grandes empresas, e também como os desfiles, de simples cortejos de rua chegaram ao status de maior atração turística do país.

­Quantas pessoas desfilam em uma escola?

No Rio de Janeiro, as 12 grandes escolas de samba devem ter um mínimo de 2.500 e, no máximo, 4.500 passistas. Em São Paulo, as 14 grandes escolas devem ter, no mínimo, 2 mil integrantes desfilando.