Elvis não morreu

Parkes é uma pequena cidade no interior da Austrália que desde 1993 realiza o “Elvis Festival”. Em 2007, no 30° aniversário da morte de Elvis Presley, a cidade recebeu cerca de 6 mil turistas, o que quase dobrou sua população nos quatro dias de festividades em homenagem ao Rei do Rock. Não é um número impressionante se comparado a Graceland, a mansão onde morou Elvis em Memphis (Tennessee, EUA) que recebe anualmente 600 mil visitantes, mas Parkes colocou 147 imitadores de Elvis Presley para cantarem juntos “Love Me Tender” e com isso entrar para o Guinness, o livro dos recordes. Do outro lado do planeta, em Collingwood (Ontário, Canadá), desde 1995 milhares de pessoas vão às ruas anualmente num dos sábados de julho para assistir à parada de carros antigos em homenagem a Elvis, que é apenas um dos cerca de 150 tributos feitos ao Rei do Rock durante o “Elvis Festival” da cidade.

Elvis jovem
A Elvismania fez do Rei do Rock o artista morto que mais fatura

As pequenas comunidades de Parkes e Collingwood são exemplos do alcance do fenômeno Elvis Presley. O culto ao Rei do Rock reúne fãs, imitadores e artistas consagrados ao redor do mundo em eventos que provam que Elvis, o fenômeno, realmente não morreu. Se alguém é ainda cético em relação a isso, basta consultar os arquivos do Federal Bureau of Investigations (FBI), a polícia federal norte-americana, que apesar de nunca ter investigado o artista mantém mais de 600 páginas sobre Elvis nos seus arquivos, o que inclui bilhetes de congressistas que relatam seus encontros com o Rei do Rock e denúncias de extorsão. Mas o que impressiona são os 22.371 relatos feitos ao FBI sobre aparições de Elvis nos dez anos seguintes a sua morte. Visto o tamanho da admiração pelo ídolo, não seria de se estranhar que muitas dessas aparições fossem na verdade visões de “clones” do Rei a caminho de algum encontro de seus admiradores.

Elvis carrão
Foto Sílvio Anaz
Um dos carrões da coleção particular de Elvis em Graceland

Esses loucos por Elvis fazem da Elvismania um dos negócios mais lucrativos da cultura pop. O faturamento anual com licenciamento de produtos relacionados ao Rei do Rock somou US$ 49 milhões, em 2007, o que o coloca como o ídolo morto que mais fatura, segundo a revista Forbes. Considerado o artista com a maior vendagem de discos ao redor do mundo, com estimadas 1 bilhão de cópias já vendidas, segundo a Elvis Presley Enterprises, a passagem de Elvis por este planeta alimentou uma indústria de souvenires, eventos e produtos culturais, como filmes, livros e tributos, que vai do bizarro ao messiânico.