O que é a alfabetização bilíngüe e quando optar por ela?
A alfabetização bilíngüe proporciona o aprendizado de um segundo idioma sem deixar de lado a língua materna. Nas principais escolas brasileiras que oferecem este sistema, geralmente
professores nativos no segundo idioma, mas que dominam o português, são os responsáveis pelas aulas na língua estrangeira. Existem também estabelecimentos que contratam professores brasileiros que moraram muito tempo no exterior e ganharam fluência no segundo idioma.
Basicamente, existem duas técnicas para a alfabetização bilíngüe: a
seqüencial e a
simultânea.
No
seqüencial, a alfabetização acontece inicialmente em apenas um idioma e depois de um determinado tempo (média de um ano), as crianças aprendem as diferenças de uma língua para a outra em relação à letra e ao som. Como o próprio nome revela, na alfabetização
simultânea, mais comum nas escolas brasileiras, as crianças são submetidas aos dois idiomas ao mesmo tempo.
Como ainda estão com o
cérebro em formação, as crianças têm mais facilidade de aprender um segundo idioma. Há diversos estudos que comprovam que as pessoas que aprenderam o segundo idioma quando eram crianças “automatizaram” a língua estrangeira e dificilmente têm problemas de comunicação. Quem começa a estudar qualquer idioma estrangeiro na adolescência ou mesmo adulto costuma fazer “traduções” da língua materna para o segundo idioma antes de pronunciar uma palavra ou frase. Isto não significa, porém, que quem começa a estudar um segundo idioma nestas duas fases da vida não possa aprendê-lo com fluência.
No entanto,
os pais ou os responsáveis pelas crianças são quem devem determinar quando a alfabetização bilíngüe deve começar. No Brasil, existem escolas que trabalham com esta metodologia desde os primeiros anos da educação infantil. Há, também, estabelecimentos que trabalham especificamente com uma determinada faixa etária. E, ainda, existem escolas de idiomas que aceitam matrículas de crianças que já iniciaram o processo de alfabetização (por volta dos 6 anos). Além das aulas, os pais também devem estimular os seus filhos com atividades fora das escolas: leitura de jornais, revistas e livros, acompanhamento de emissoras internacionais, troca de mensagens entre os colegas e acompanhar filmes sem legendas, por exemplo.