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Geralmente, os duelos não aconteciam espontaneamente. Um homem desafiaria o outro, que geralmente responderia direcionando outras questões para seu padrinho. Um padrinho era um amigo que se unia para ajudar a preparar suas armas, se certificava de que o outro duelista não iria fazer uma emboscada e de que as regras do duelo estavam sendo seguidas. Os padrinhos também deviam tentar acalmar a situação que levara ao duelo conseguindo uma desculpa de uma parte para a outra. Na verdade, os padrinhos acabavam brigando um com o outro ao lado dos duelistas principais. Às vezes, havia outros padrinhos na briga. Em todos os casos, depois de um homem fazer o desafio, os padrinhos arranjariam todos os detalhes. O processo poderia levar dias.
Quando um duelo era declarado, qualquer arma poderia ser usada, desde que o desafiante ou seu adversário fizessem a escolha dependendo de qual conjunto de regras estava em uso. O código de duelo de 1777 (que vamos comentar com mais detalhes na próxima seção) dizia que:
O perdedor de um duelo estava praticamente à mercê do vencedor, que poderia escolher, preservar a vida do adversário ou matá-lo. A etiqueta do duelo também dava ao vencedor o direito de profanar o corpo do rival da maneira que ele quisesse. Isso geralmente acontecia em forma de decaptação e colocação da cabeça em local público.
Entretanto, houve pelo menos uma duelista famosa, uma cantora francesa de ópera chamada La Maupin. Pelo que consta, seu pai a treinou para lutar com espada, enquanto alguns afirmam que ela tinha um caso com um mestre esgrimista que a ensinava. Para sustentar sua família, ela começou a fazer apresentações em hotéis e tavernas, cantando e esgrimando vestida de garoto, embora ela não parecesse esconder seu verdadeiro sexo. Era muito fácil lutar com espada sem saias com babados e vestidos para se preocupar. Histórias lendárias contavam suas façanhas. Diziam que ela havia despachado uma sala inteira de jovens nobres que reclamavam que ela havia insultado uma senhora com quem eles estavam dançando. Suas aventuras também incluíram enterrar o corpo de uma freira morta, colocando-o em um quarto de hospedaria e ateando fogo no quarto para que ela pudesse fingir sua própria morte e escapar de um convento com sua amante [ref] (em inglês). Ela morreu em 1707 depois de se aposentar da ópera. |