A maioria dos ditadores tem várias características em comum. Geralmente, governam autocracias, governos com um único líder que nomeia a si mesmo e que não possui nenhuma outra organização governante que controle seu poder. Normalmente, os ditadores possuem regimes totalitários, mantendo seu governo através do controle dos meios de comunicação em massa. Os ditadores totalitários também usam a polícia secreta e espionam os cidadãos de seu país, além de restringirem, ou eliminarem totalmente, a liberdade pessoal.

Muitos desses ditadores promovem cultos da personalidade, uma forma de devoção em que se faz propaganda do líder como uma pessoa perfeita (e, em alguns casos, divina). O ditador norte-coreano Kim Il Sung (pai de Kim Jong Il) foi basicamente o único tema de todo tipo de arte criada no país durante seu governo. As crianças eram ensinadas na escola a agradecer a Kim Il Sung, a fonte de todas as suas bênçãos. Críticos o consideravam megalomaníaco e extremamente narcisista. O mesmo ocorreu no Iraque: Saddam Hussein também tinha estátuas, murais, cartazes e pinturas com sua imagem.
Como aconteceu com os ditadores da Roma antiga e com o exemplo mais recente de Napoleão Bonaparte (em inglês), geralmente é um estado de emergência ou um golpe de estado que leva o ditador ao poder. Entretanto, houve ditadores que chegaram ao governo legalmente. Adolf Hitler (em inglês), por exemplo, foi nomeado chanceler, ou chefe de governo, pelo presidente Paul von Hindenburg, em 1933. Depois da morte de Hindenburg, Hitler se tornou Führer (uma combinação de presidente e chanceler).

Além de serem líderes políticos, os ditadores geralmente detêm o cargo militar mais alto em seu país. Muitos ditadores foram ilustres comandantes militares antes de ganharem poder absoluto. Manuel Noriega, do Panamá (em inglês), foi soldado a vida inteira. Como líder do país (embora nunca tivesse sido oficialmente presidente, foi, finalmente, declarado chefe executivo), ele comandava seu exército e normalmente aparecia em público com uniforme militar.
O governo de Noriega foi exemplo de ditadura militar que teve um governo civil com pouco poder real (algumas ditaduras militares são estratocracias, em que o exército governa diretamente o país). Os ditadores militares geralmente tomam o poder por meio de um golpe de estado, mas alguns são promovidos ao cargo. Saddam Hussein, inicialmente, era general do exército iraquiano e vice-presidente. Ganhou mais poder quando o presidente, na época, Ahmed Hassan al-Bakr, ficou doente. Hussein se tornou oficialmente presidente em 1979.
Uma variação da ditadura militar pode ser a junta, que é a típica ditadura militar na América Latina. Ela compreende um comitê de líderes militares, que normalmente empregam o mesmo tipo de comportamento, como opressão e brutalidade. A Birmânia era governada por uma junta, o State Peace and Development Council (Conselho de Estado para Desenvolvimento e Paz) desde 1988.
Uma vez no poder, geralmente, ela faz o possível para que um ditador afaste-se do cargo. A seguir, falaremos das eleições, destituições e mortes de ditadores.