O significado original da palavra "ditador" era muito diferente do que conhecemos hoje. O termo foi criado pelo Senado Romano em 510 a.C. para fins emergenciais (como cuidar das rebeliões). Durante a época da República, Roma (em inglês) foi governada por dois cônsules e o Senado decidiu que, em alguns casos, era necessário ter uma única pessoa que tomasse as decisões. Às vezes, um dos cônsules se tornava ditador.
Os ditadores tinham autoridade sobre todos os outros políticos, não eram legalmente responsáveis por seus atos e não permaneciam no cargo por mais de seis meses (embora tenha havido duas exceções). Podiam mudar as leis e a constituição romanas, mas não podiam usar dinheiro público, exceto o que o Senado lhes desse. Também não podiam sair da Itália. A maioria dos ditadores deixava o cargo após concluir suas tarefas, mesmo que o período de seis meses ainda não tivesse acabado.

De vez em quando, conforme necessário, os ditadores eram nomeados, e isso aconteceu até 202 a.C. Mais de 100 anos depois, Lucius Cornelius Sulla foi nomeado ditador sem o prazo e as restrições dos ditadores anteriores. Ele governou por dois anos e executou milhares de cidadãos romanos, dos quais muitos eram oponentes políticos. Também ficou rico confiscando propriedades. Sulla foi sucedido por Júlio César (em inglês), que foi nomeado ditador vitalício e deu início a uma guerra civil. César foi assassinado em 44 a.C., e o cargo de ditador foi abolido por estar relacionado à corrupção.
Os ditadores modernos também costumam chegar ao poder durante estados de emergência. Muitos historiadores consideram Napoleão Bonaparte (em inglês) o primeiro ditador moderno. Napoleão foi general durante a Revolução Francesa (em inglês), um período de grande revolta política e social no país. Começando em 1789, a França passou de monarquia à república e, depois, a império. No meio das execuções, dos golpes e da confusão do período, Napoleão se tornou cônsul sob um governo provisório.

Como era um comandante militar que nunca tinha sido derrotado, Napoleão obteve grande popularidade. Criou um orçamento equilibrado, reformou o governo e escreveu o Código Civil, que ainda hoje é a base do direito civil da França. Napoleão aboliu o Senado e continuou a reformar a constituição. Nomeou a si próprio cônsul vitalício e, em 1804, coroou-se imperador. Continuou suas perseguições militares, lutando por toda a Europa.
Napoleão controlava o governo e tinha uma rede de espiões. Ele também controlava a imprensa, garantindo que sua máquina propagandista continuasse. Mas seu reino começou a fracassar quando sua invasão à Rússia falhou. A união das forças européias, incluindo os exércitos da Grã-Bretanha, Prússia, Espanha e Portugal, cercou a França.
Os generais do exército francês se revoltaram e Napoleão foi obrigado a renunciar ao trono. Após um rápido retorno ao poder, foi exilado definitivamente em 1815.
Os ditadores antigos e modernos têm muitos pontos em comum. Veremos na próxima seção o que torna um homem um ditador.