As coisas mudaram desde os anos 70. A comunicação é muito mais eletrônica. Protestamos online contra as guerras. Petições são assinadas via internet. “Ações ambientais” incluem atirar um papel em um lixo reciclável em vez de jogá-lo na primeira lixeira que encontrar na rua. Com o Dia da Terra não foi diferente: você não vê mais verdadeiros motins pelas ruas, ainda bem. Mas você também não encontra a mesma atmosfera que a data tinha nos anos 70.
No século 21, “conservação” virou “meio ambiente” e os governos do mundo todo estão ligados em todas essas questões. No lugar de focar na proteção de parques e eliminar pesticidas de nossa comida, o grande foco atual é salvar o planeta do aquecimento global, que pode como nós sabemos, acabar com a vida na Terra.
![]() © istockphoto.com / Daniel Grill A reciclagem é um dos temas em pauta nas comemorações atuais do Dia da Terra |
O que começou em 1970 com 20 milhões de pessoas, pulou para 200 milhões em 1990 e 500 milhões nos anos 2000. O orçamento também cresceu proporcionalmente ao número de envolvidos – atualmente são gastos milhões de dólares na promoção dos eventos.
E junto com grandes orçamentos vem grandes negócios. Salvar o meio ambiente criou um consumismo desenfreado, e no Dia da Terra do século 21, você pode encontrar uma grande variedade de produtos “verdes” à venda. Está faminto? Experimente a barra de chocolate que vem em uma embalagem reciclável. Ou talvez você prefira um pacote de fraldas de bebê ecologicamente corretas, spray não tóxicos, e sacolas específicas para fazer compras – nada de sacolas de plástico.
O sentimento pelo Dia da Terra pode ter mudado um pouco nesses últimos 40 anos, mas a motivação ainda é a mesma: agregar o maior número de pessoas e governantes em prol de ações contrárias à destruição ambiental.
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