Origens e progresso do movimento DI


Foto cedida Morguefile
Nos séculos XVIII e XIX até a introdução da teoria da evolução de Darwin, o "argumento do design" era a concepção dominante das origens do mundo natural.

Em 1802, essa concepção foi cristalizada com a analogia do relojoeiro. É mais ou menos assim: se encontrarmos um relógio no meio de um campo, notamos que se trata de um objeto complexo para determinada finalidade. Ele tem muitas peças que funcionam em conjunto para marcar o tempo. Ao vermos o relógio, automaticamente entendemos que ele é produto do design, não do acaso. Conseqüentemente, deveríamos fazer a mesma suposição para o mundo natural quando ele apresenta processos complexos que atendem determinada necessidade.

O argumento do design reinou até Darwin publicar "A origem das espécies", em 1859. As ciências biológicas tiveram uma reação fenomenal às provas de Darwin e logo adotaram a evolução como a explicação dominante do desenvolvimento do universo e da vida. E em 1940, quase todos os biólogos do mundo acreditavam que a seleção natural era a força motriz por trás da evolução.

Depois, em 1991, o professor de direito Phillip E. Johnson lançou o movimento do design inteligente com seu best-seller "Darwin on Trial". O movimento logo ganhou força nos Estados Unidos. Em 1996, o Instituto Discovery, uma instituição de pesquisa com sede em Seattle, lançou o Centro para a Renovação da Ciência e Cultura (CRSC). Da carta de intenções original do CRSC faziam parte estudar e promover o design inteligente como teoria científica.

Politicamente, o movimento DI progrediu muito em pouquíssimo tempo. Em 1999, apenas oito anos depois de o movimento decolar, o Ministério da Educação do Kansas votou pela eliminação da evolução do currículo escolar de ciências no Kansas, e a decisão foi atribuída à campanha dos proponentes do design inteligente. Em 2004, o Conselho de Alunos da Área de Dover, na Pensilvânia, decidiu exigir que todas as escolas públicas no distrito ensinassem DI junto com evolução nas aulas de ciências. Um ano depois, um juiz americano julgou a exigência inconstitucional.

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