![]() "A criação de Adão" de Michelangelo |
Pessoas que fazem objeção à inclusão do design inteligente nas aulas de ciências estão preocupadas não só com o que a comunidade científica considera ciência ruim, mas também com o que os líderes do movimento DI dizem aos seus seguidores. A carta de intenções do Centro do Instituto Discovery para Ciência e Cultura (depois Centro para a Renovação da Ciência e Cultura) afirma:
Ao mesmo tempo, declarações de líderes do movimento DI ressaltam a religião. Phillip E. Johnson, do Instituto Discovery, ao falar sobre o objetivo do movimento DI, disse:
Na edição de julho/agosto de 1999 da Touchstone Magazine, William Dembski disse: "... o design inteligente é apenas a teologia Logos do Evangelho de João reescrita no idioma da teoria da informação". E depois, em 2005, ele fez as seguintes observações:
... Certamente, os criacionistas que defendem o design inteligente acham que ele não vai muito longe para elucidar a compreensão cristã da criação. E eles estão certos!
... Mesmo assim, há uma vantagem imediata no design inteligente: ele destrói o legado ateísta da evolução darwiniana. O design inteligente torna impossível ser um ateísta intelectualmente satisfeito. Isso dá uma força incrível ao design inteligente como ferramenta para a apologética, abrindo a questão de Deus para indivíduos que acham que a ciência enterrou Deus.
Além disso, há alegações generalizadas de que a maioria do dinheiro do Instituto Discovery vem de indivíduos e organizações fundamentalistas cristãs, sobretudo os milhões de dólares doados pelo filantropo Howard Ahmanson, um cristão evangélico, e centenas de milhares de dólares doados pela Fundação Maclellan, que busca "servir organizações nacionais e internacionais dedicadas a ampliar o Reino de Cristo ... ao dar recursos financeiros e de liderança para que o Reino de Deus chegue a cada tribo, nação, povo e idioma". O Instituto Discovery responde dizendo que os caminhos de sua pesquisa são determinados pela diretoria, não pelos patrocinadores.
Tudo isso, além das questões referentes à validade científica dos argumentos do design inteligente, levou muitos a acreditarem que o movimento do design inteligente é uma abordagem calculada para divulgar uma perspectiva criacionista das origens da vida nos cursos de ciências em escolas públicas. Os proponentes do DI afirmam que não é assim - que o design inteligente é desvinculado do criacionismo e é baseado inteiramente em indícios científicos.