Objetivo do DI: provar o design

William Dembski elaborou o que, para ele, é um método infalível para detectar design. Esse método é um processo de eliminação que faz três perguntas sobre tudo que é encontrado na natureza:
  1. há uma lei que o explica?
  2. o acaso o explica?
  3. o design o explica?
Isso é semelhante ao processo de detectar a complexidade especificada. Para explicar o processo de filtragem em linguagem comum, Dembski dá o exemplo de uma ação civil de 1985, julgada na Suprema Corte de New Jersey. O caso envolveu o funcionário do condado, Nicholas Caputo, acusado pelo partido republicano de manipular as eleições ao colocar sempre o nome do candidato democrata em primeiro lugar na cédula. Segundo Dembski, sabe-se que isso aumenta as chances de vitória do candidato. Dembski afirma que o tribunal deve ter considerado as três opções em seu filtro explicativo para determinar se Caputo colocara intencionalmente os democratas em primeiro lugar nas cédulas.

Primeiro, o tribunal tinha de determinar se o posicionamento ocorreu por lei. Ou seja, Caputo inconscientemente submeteu o processo a uma lei de probabilidades que explica a coincidência? Ele achava que estava usando um método aleatório para determinar o posicionamento quando, na verdade, o método era falho e sem dúvida resultaria no nome do democrata na primeira posição? Se a resposta foi negativa, o tribunal passaria à segunda pergunta e questionaria se o método de Caputo era, de fato, aleatório. Foi por puro acaso que o nome do candidato democrata sempre acabava na primeira posição? Se o tribunal descobrisse um padrão - ou seja, a primeira posição na cédula sempre continha o nome do candidato de um único partido político - então não podia ser conseqüência do acaso. Assim, se o método de Caputo não era aleatório, e já estava determinado que não era conseqüência de uma lei que entrava em vigor por causa de um método erroneamente falho, então tinha que ser resultado do design. Ou seja, a única opção que sobrava é que Caputo sabia que estava trapaceando: o nome do candidato democrata sempre aparecia na primeira posição da cédula de votação por causa do design.

Dembski explica que nós usamos esse método o tempo todo, provavelmente sem percebermos. É apenas uma questão de quantificar o processo para torná-lo científico e não meramente instintivo. Em sua forma quantitativa - o filtro explicativo - ele pode ser aplicado às questões científicas com o mesmo êxito que é aplicado às questões que surgem no cotidiano.

Segundo Dembski, o uso desse método nunca resultará em um falso positivo para design. Contudo, ele observa que pode haver problemas com falsos negativos:

    Uma dificuldade é que causas inteligentes podem imitar a lei e o acaso, tornando assim suas ações indistintas dessas causas não inteligentes. É preciso uma causa inteligente para conhecer uma causa inteligente, mas se não tivermos conhecimentos suficientes, vamos perdê-la [ref (em inglês)].

A resposta da comunidade científica à abordagem de três argumentos de Dembski para identificar design é quase a mesma resposta ao argumento da complexidade especificada. A maioria dos cientistas observa que ele não é, na verdade, um teste positivo para design, mas sim um teste negativo para eliminar o acaso e a necessidade. O processo de eliminação não pode levar a nenhuma conclusão definitiva no mundo da ciência.

De modo geral, a objeção mais significativa da comunidade científica ao design inteligente como teoria científica é que ele não é empírico. Os cientistas não podem testar, nem contestar, a presença do design. Os cientistas alegam que, por sua natureza, o design inteligente não é um argumento científico, mas sim filosófico.