Introdução


Até pouco tempo atrás, havia duas teorias nos Estados Unidos sobre as origens da vida: evolução e criacionismo. A evolução representava a opinião da ciência sobre o início do universo, e o criacionismo dava uma explicação religiosa. Era bem simples. Depois, veio o "design inteligente".

O movimento do design inteligente (DI) alega que a vida como a conhecemos não poderia ter se desenvolvido por meio de processos naturais aleatórios - que só a orientação de uma força inteligente poderia explicar a complexidade e a diversidade que presenciamos hoje.

Como o design inteligente explica as origens da vida? Ele se encaixa nos critérios de uma teoria científica ou é um dogma religioso trajando vestes científicas? Neste artigo, analisaremos o design inteligente e a polêmica que ele causa.

Decisões judiciais
Em 2004, o conselho escolar de Dover, Pensilvânia, votou para exigir o ensino do design inteligente em conjunto com a evolução nas aulas de ciências. Em 20 de dezembro de 2005, o juiz americano John Jones determinou que o distrito escolar não podia continuar com seu plano, porque ele violava a separação constitucional entre igreja e estado. O juiz Jones escreveu: "Concluímos que o design inteligente não é [ciência]. Além disso, o DI não pode se desligar de seus antecedentes criacionistas e, conseqüentemente, religiosos". [ref (em inglês)]