Introdução sobre Derrida
Com sua abordagem filosófica, ele construiu o
desconstrucionismo. Seu processo de argumentação procura “desmontar” o que foi juntado num texto. O significado que o escritor buscou impor ao texto deixa de existir, já que o texto agora expressa vários significados. O pai dessa nova doutrina intelectual que emergiu nos
anos 60, o desconstrucionismo, é o filósofo Jacques Derrida.
Derrida acreditava que não há nada fora do texto. Pela visão do filósofo, o significado de um texto assume convenções variadas e contém seus próprios códigos. A análise que ele propôs, em vez de procurar o que um determinado texto significa, mostra como ele faz para adquirir significados. Com suas novas idéias Derrida se juntou a um grupo de emergentes pensadores franceses dos anos 60, como Roland Barthes e
Michel Foucault. Cada um deles, com menor ou maior aceitabilidade, trouxe contribuições intelectuais que alimentaram os movimentos libertários e contestatórios daquela década.
A desconstrução, por Derrida Todas as tentativas de definir desconstrução tendem a ser falsas... Uma das principais coisas na desconstrução é a delimitação da ontologia e, acima de tudo, da terceira pessoa do presente do indicativo: proposição da forma “S é P”.
Tão logo o “discurso presente” “preste testemunho” à “verdade dessa revelação”, além do verdadeiro ou do falso, além do que está verossímil ou mentindo numa dada frase ou sintoma em sua relação com um conteúdo dado, os valores de adequação e desvelamento não mais têm que esperar por sua verificação ou realização a partir do exterior de algum objeto.
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Não é fácil compreender a obra de Derrida. Parte dela parece ser indecifrável, o que dificulta uma abordagem clara e consensual de sua produção intelectual. Mas a intenção dele era justamente que isso não fosse mesmo possível. Conheça nas próximas páginas um pouco sobre a vida e a obra de Jacques Derrida.
 Reprodução
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Este artigo é um resumo do livro “Derrida em 90 minutos”, de Paul Strathern, da coleção “Filósofos em 90 minutos” da Jorge Zahar Editor, publicado em 2002.