Ben Franklin nos disse que ela é uma companheira da insensatez e John Dryden afirmou que ela "habita o seio dos tolos". Mas os Sith nos dizem para dar atenção a ela e a banda Rage Against the Machine afirma que é uma dádiva, e nós gostamos de "Guerra nas Estrelas" e de rock. Sendo assim, como devemos nos sentir em relação à raiva?

Um novo estudo realizado por pesquisadores na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, confere um novo paradigma à teoria de que há alguns aspectos positivos em relação à raiva, principalmente relacionados à tomada de decisão. Os resultados do estudo, que foi conduzido pelos professores Wesley Moons e Diane Mackie, foram publicados no "Personality and Social Psychology Bulletin" do mês de maio. No artigo intitulado "Thinking Straight While Seeing Red: The Influence of Anger on Information Processing", o dr. Moons e a dra. Mackie explicam que os estudos anteriores foram interpretados para demonstrar que as pessoas zangadas são menos analíticas e confiam mais em estereótipos. Entretanto, os pesquisadores consideraram que alguns desses estudos não foram convincentes e outros podem destacar aspectos positivos pouco discutidos da raiva na tomada de decisão.
O mais recente robô humanóide japonês, "Kansei", franze a sobrancelha quando ouve a palavra "bomba" e sorri quando escuta a palavra "sushi". O robô, criado por uma equipe de pesquisa de uma universidade do Japão, pode executar até 36 expressões faciais diferentes em resposta às palavras ditas em inglês, como felicidade, tristeza, raiva, repugnância, medo e surpresa e quaisquer combinações dessas emoções. |
Para investigar sua afirmação, o dr. Moons e a dra. Mackie realizaram três experimentos que testaram os efeitos da raiva em raciocínios analíticos. As pessoas que participaram dos testes eram alunos da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. No primeiro teste, as pessoas foram divididas em dois grupos, um que ficaria zangado e outro que permaneceria "neutro". No primeiro grupo, alguns alunos escreveram sobre uma experiência passada que os deixou zangados; os demais foram induzidos a se zangar quando um "participante criticou severamente seus objetivos de vida". Depois de assegurar que alguns dos alunos estavam suficientemente irritados, foi pedido aos dois grupos que fizessem uma distinção entre argumentos fracos e contundentes em ensaios que sugeriam que alunos da graduação têm boas práticas financeiras. Os argumentos contundentes citavam estudos anteriores e pesquisas sobre o assunto; os argumentos fracos faziam afirmações precisas sem apresentar evidências.
A seguir, vamos ver o que aconteceu quando o dr. Moons e a dra. Mackie formaram um segundo grupo de experimentos.
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