Biografia de David Hume

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David Hume

Quando David Hume começou a filosofar, ele mostrou que a filosofia era inútil e que a construção de sistemas filosóficos não era mais possível. Isso aconteceu no século 18. Mas, é da natureza da filosofia tentar o impossível. Logo após Hume reduzi-la a ruínas, surgiram os grandes sistemas filosóficos da metafísica alemã, iniciados com o pensamento de Immanuel Kant, a quem justamente Hume fez despertar do sono dogmático.

Em “Tratado sobre a Natureza Humana”, sua mais importante obra segundo Bertrand Russell, Hume tenta definir os princípios básicos do conhecimento humano. E para responder a questão de como sabemos alguma coisa com certeza, ele seguiu a tradição empírica, que diz que todo o nosso conhecimento é em última instância baseado na experiência.

Impressões e ideias

Todas as percepções da mente humana se reduzem a dois tipos distintos, que denominarei IMPRESSÕES e IDEIAS. As diferenças entre elas consistem nos graus de força e intensidade com que atingem nosso espírito e abrem caminho até nosso pensamento ou consciência. As percepções que penetram com maior força e violência podemos chamar de impressões; e, nessa denominação, englobarei todas as nossas sensações, paixões e emoções, à medida que fazem sua primeira aparição na alma. Por ideias, quero significar as pálidas imagens disso no pensamento e no raciocínio; assim como, por exemplo, são todas as percepções provocadas por este discurso, à exceção apenas daquelas que decorrem da visão e do tato, eliminando o prazer ou o desconforto imediato que ele possa ocasionar.

Tratado sobre a Natureza Humana, Livro 1


Além de passar anos de sua vida filosofando, Hume foi também tutor de um louco nobre, o Marquês de Anandale, e secretariou um general inglês encarregado de lutar contra os franceses. Conheça nas próximas páginas um pouco da vida e da obra desse importante filósofo do empirismo.

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Este artigo é um resumo do livro “Hume em 90 minutos”, de Paul Strathern, da coleção “Filósofos em 90 minutos” da Jorge Zahar Editor, publicado em 1997.