O Dalai Lama e seu cortejo de fuga se reuniram no rio Kyichu, juntaram-se à família de Dalai Lama e marcharam em direção à fronteira indiana. A Índia concordou em oferecer asilo para o líder tibetano e outros fugitivos em Dharamsala. Depois de se instalar em sua nova sede, Dalai Lama rapidamente rejeitou o Acordo dos Dezessete Pontos e formou um governo em exílio. Seus apelos para as Nações Unidas em 1959, 1961 e 1965 foram respondidos com as resoluções no Tibete. Dalai Lama também escreveu uma constituição tibetana prometendo liberdade democrática e apresentando orientações para os tibetanos que vivem em exílio.
![]() Mandel Ngan/AFP/Getty Images Dalai Lama viajou pelo mundo em seu exílio do Tibete. Em outubro de 2007 visitou Washington, D.C., para receber a Medalha de Ouro do Congresso. |
Ele também iniciou uma viagem multicontinental que durou quase meio século para passar sua mensagem de compaixão e conscientizar o mundo sobre o Tibete. Em 1989, o Comitê Norueguês do Nobel concedeu ao Dalai Lama o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário. Embora seja mais conhecido por sua defesa de um Tibete independente, Dalai Lama também promove a tolerância religiosa e os valores humanos como a compaixão, o perdão e o contentamento.
Embora os tibetanos não sejam mais perseguidos como eram nos dias sangrentos da Revolução Cultural da China, as tensões políticas permanecem. Em setembro de 2007, a China decretou leis que regulam a reencarnação de Budas vivos. O Estado ateu tem uma história que mostra um interesse incomum em questões religiosas: a China lutou de forma memorável contra o Vaticano sobre o direito do Papa de escolher os bispos. Mas a lei Ordem Número Cinco da China, que exige "permissões do Buda vivo" e proíbe a reencarnação em determinadas áreas, claramente demonstra uma tentativa de controlar o Tibete e a influência de Dalai Lama.
Em resposta, o 14º Dalai Lama sugeriu várias idéias para evitar a influência da China e invalidar as reivindicações de qualquer futuro governador títere apontado pela China. A solução mais simples seria reencarnar fora do Tibete. A maioria dos tibetanos acredita que isso é provável já que o objetivo do renascimento é continuar trabalhando pelos outros, algo que seria impossível sob o controle chinês. O Dalai Lama também pode escolher nomear um sucessor enquanto estiver vivo ou realizar uma consulta popular com os tibetanos para decidir se eles querem continuar a posição depois de sua morte. A China condena essas soluções como profanações da tradição religiosa.
Em 2007, Dalai Lama aceitou uma nova função: de professor ilustre na Universidade de Emory, em Atlanta. E embora o Dalai Lama não vá dar aulas em Atlanta, ele irá organizar viagens anuais de estudo para Dharamsala e ter seu próprio cartão de identificação no campus. O compromisso (que torna Dalai Lama o terceiro ganhador do Prêmio Nobel da Paz a atuar na Universidade Emory depois do presidente Jimmy Carter e do bispo Desmond Tutu) é parte da Parceria Emory-Tibete. A Emory não só oferece cursos sobre a filosofia budista e história e língua tibetana, mas também está desenvolvendo um moderno programa científico para os monges tibetanos. |
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