O curso profissionalizante substitui o ensino superior?

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Centro Paula Souza / Gastão Guedes
O curso de tecnólogo em Construção e Manutenção de Sistemas de Navegação Fluvial, em Jaú (SP), é um curso de ensino superior

Dentre as três modalidades da habilitação profissional técnica, apenas uma substitui o ensino superior: os cursos tecnológicos, também chamados de tecnólogos. Com carga horária mínima de 1,6 mil horas, os cursos tecnológicos são um tipo especial de graduação e seus alunos podem fazer especialização e pós-graduação (mestrado e doutorado), sem a necessidade de estudos complementares, em algumas instituições. Um exemplo de escola tecnológica está a Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo), ligada ao Centro Paula Souza.

Em fevereiro de 2008, segundo o Ministério da Educação (MEC), existiam no Brasil 97 tipos diferentes de cursos tecnológicos. Até 2006, as denominações dos cursos eram feitas de forma variada de instituição para instituição. Esta variedade dificultava a avaliação dos cursos pelo MEC e confundia os estudantes.

Com o lançamento do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, o MEC criou um guia para referenciar estudantes, educadores, instituições ofertantes, sistemas e redes de ensino, entidades representativas de classes, empregadores e o público em geral. As nomenclaturas dos cursos também foram unificadas para permitir um sistema de avaliação mais eficiente e facilitar a vida dos estudantes.