A escolha de uma escola pode ser decisiva para o aprendizado de uma outra língua. Porém, a melhor escola não é aquela que treina o aluno em outro idioma, e sim, mostra os caminhos para ele desenvolver o aprendizado sozinho. Por isso, antes de iniciar os cursos, é bom conhecer alguns aspectos da instituição.
Confira algumas dicas:
Ensino particular ou em grupo
Ao aprender uma outra língua você pode optar pelo ensino particular ou em grupo. As duas formas de aprendizado trazem vantagens e desvantagens e a escolha de cada uma delas vai depender da necessidade de cada um.
Aprender em grupo traz como vantagens o incentivo que um aluno dá ao outro na sala de aula. Muitas vezes, a dúvida de um estudante é a mesma que a de outro e, além disso, o espírito de grupo deixa as aulas menos monótonas. No entanto, pode ocorrer um desnível entre os estudantes da mesma turma, e isto, geralmente, retarda o aprendizado.
O ensino particular tem como principal vantagem a total atenção do professor ao aluno no momento da aula. Com isso, o mestre tem mais tempo para focar na correção das deficiências do estudante. Pessoas que são tímidas também levam vantagem, pois, sem ninguém por perto, sentem-se mais seguras para falar. No entanto, este método é mais caro, porque os professores cobram por hora/aula. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, as aulas particulares de idioma custam em torno de R$ 80 por hora.
Métodos de ensino
Existem inúmeras técnicas para o aprendizado de um novo idioma, dentre elas, três se destacam, por serem as mais utilizadas pelas instituições de ensino brasileiras.
O método de ensino Gramática/Tradução é o mais difundido em escolas do nível médio. Como o próprio nome diz, esta modalidade consiste basicamente no aprendizado pelo ensino da gramática e na tradução de textos. A técnica tem como maior problema a pouca prática oral.
O audiolinguismo é outro método conhecido. Surgiu na década de 50, quando os lingüistas passaram a acreditar que o ensino do idioma dependia da memorização e repetição das palavras através de recursos audiovisuais. Este método é aplicado em muitas escolas de línguas do Brasil.
Já nos anos 80, Stephen Krashen, professor norte-americano, popularizou outra teoria: a de que o ensino da segunda língua, muito mais do que a repetição, somente funciona quando inserido em situações de comunicação autêntica, dentro dos seus interesses e enfatizando o aspecto cultural. Essa teoria é comprovada pelo êxito dos cursos de intercâmbio e das escolas de ensino bilíngüe.
Há algumas escolas que conseguem mesclar, na medida do possível, dois métodos. A questão é perguntar direitinho como funciona.