Como escolher a escola

A escolha de uma escola pode ser decisiva para o aprendizado de uma outra língua. Porém, a melhor escola não é aquela que treina o aluno em outro idioma, e sim, mostra os caminhos para ele desenvolver o aprendizado sozinho. Por isso, antes de iniciar os cursos, é bom conhecer alguns aspectos da instituição.

Confira algumas dicas:

  • Formação dos professores – além da proficiência na língua, os professores devem ter preparo pedagógico para o ensino.
  • Instalação física – o local também conta na hora da escolha. As salas devem ser bem iluminadas, arejadas e adaptadas ao ensino, além de estar perto de sua casa ou trabalho. 
  • Quantidade de alunos – o ideal para um curso de idiomas é que as turmas tenham no máximo dez alunos. Quanto mais pessoas, mais difícil aprender. 
  • Duração – escolas que prometem ensinar um língua em apenas alguns dias ou poucos meses geralmente são um engodo. A duração de um curso varia entre três a cinco anos para um aprendizado intermediário.
  • Aulas variadas – as aulas devem ser motivadoras e incentivar de várias formas o aprendizado. As atividades também não podem ser monótonas para que o estudante se sinta estimulado a participar.
  • Gramática também é importante – para você aprender um novo idioma, é necessário aprender a gramática por mais chato que isto possa parecer. 
  • Valor da mensalidade – os bons cursos de idiomas costumam ser também os mais caros, mas isto não é uma regra. Escolha a instituição que mais adequada às suas necessidades.


Ensino particular ou em grupo
    
Ao aprender uma outra língua você pode optar pelo ensino particular ou em grupo. As duas formas de aprendizado trazem vantagens e desvantagens e a escolha de cada uma delas vai depender da necessidade de cada um.

Aprender em grupo traz como vantagens o incentivo que um aluno dá ao outro na sala de aula. Muitas vezes, a dúvida de um estudante é a mesma que a de outro e, além disso, o espírito de grupo deixa as aulas menos monótonas. No entanto, pode ocorrer um desnível entre os estudantes da mesma turma, e isto, geralmente,  retarda o aprendizado.    

O ensino particular tem como principal vantagem a total atenção do professor ao aluno no momento da aula. Com isso, o mestre tem mais tempo para focar na correção das deficiências do estudante. Pessoas que são tímidas também levam vantagem, pois, sem ninguém por perto, sentem-se mais seguras para falar. No entanto, este método é mais caro, porque os professores cobram por hora/aula. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, as aulas particulares de idioma custam em torno de R$ 80 por hora.

Métodos de ensino

Existem inúmeras técnicas para o aprendizado de um novo idioma, dentre elas, três se destacam, por serem as mais utilizadas pelas instituições de ensino brasileiras.

O método de ensino Gramática/Tradução é o mais difundido em escolas do nível médio. Como o próprio nome diz, esta modalidade consiste basicamente no aprendizado pelo ensino da gramática e na tradução de textos. A técnica tem como maior problema a pouca prática oral.

O audiolinguismo é outro método conhecido. Surgiu na década de 50, quando os lingüistas passaram a acreditar que o ensino do idioma dependia da memorização e repetição das palavras através de recursos audiovisuais. Este método é  aplicado em muitas escolas de línguas do Brasil.

Já nos anos 80, Stephen Krashen, professor norte-americano, popularizou outra  teoria: a de que o ensino da segunda língua, muito mais do que a repetição, somente funciona quando inserido em situações de comunicação autêntica, dentro dos seus interesses e enfatizando o aspecto cultural.  Essa teoria é comprovada pelo êxito dos cursos de intercâmbio e das escolas de ensino bilíngüe.

Há algumas escolas que conseguem mesclar, na medida do possível, dois métodos. A questão é perguntar direitinho como funciona.