A concorrência entre as faculdades e as universidades e o aumento do número de alunos de baixa renda fizeram com que as instituições passassem a oferecer financiamentos para assegurar a permanência dos estudantes no ensino superior. Assim, surgiu o crédito privado, que é oferecido por faculdades e universidades particulares e também por instituições financeiras como bancos e empresas de crédito.
Nestes casos, ao contrário do que acontece com o financiamento concedido pelo governo, as exigências são mais rigorosas. O candidato deve apresentar, na maioria dos casos, um fiador que tenha renda duas ou três vezes superior à mensalidade, não possuir restrições de crédito, mostrar as últimas cinco declarações do Importo de Renda e, se possível, ter imóvel próprio. Geralmente, as instituições financiam cada semestre letivo (esta política foi adotada porque muitos estudantes desistem do curso ou querem apenas um financiamento parcial), com taxas médias de juros de 2,41% ao mês (dados do final de 2007). Os estudantes têm muitas opções para pagar o valor emprestado pelas instituições - de duas a 48 parcelas por semestre. Quem optar por um prazo maior, paga mais juros. Depois da aprovação do cadastro, o valor do empréstimo é renovado automaticamente, mas, os estudantes que desistirem do curso devem começar a quitar o empréstimo imediatamente.
A negociação é feita individualmente e não é necessário passar por um processo de seleção, como o do Fies. A cada semestre ou ano, dependendo do contrato, o estudante pode renovar o empréstimo até o término do curso. Porém, os juros são maiores, como em qualquer empréstimo bancário. Além disso, é cobrada uma taxa administrativa que varia de acordo com a instituição.