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| como usar o SUS |
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A porta de entrada para qualquer pessoa no SUS é o posto de saúde mais próximo de sua casa. É lá que a mulher pode fazer seu pré-natal e é feita a primeira triagem para qualquer avaliação médica. Fica lá a equipe da Saúde da Família. Para ser atendido, é só apresentar o seu CPF e a carteira de identidade ou até mesmo o título de eleitor. Se você precisar de um dermatologista, um cardiologista ou qualquer outro especialista, é o médico do posto de saúde que vai indicar e encaminhar para unidade especializada.
Aliás se você perdeu a data de vacinação do seu filho, é só ir ao posto de saúde, que a vacina está lá.
![]() Imagem cedida pela Prefeitura de São Paulo Basta seus documentos pessoais para ter acesso ao SUS |
Se você sofrer um acidente ou tiver alguma crise crônica, a saída é ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) no telefone 192, que é gratuito. Na ambulância, a equipe decide para onde levar o paciente.
Se você estiver viajando, não há problema. Aliás, mesmo um estrangeiro pode ser atendido pelo SUS.
E quando você precisa de uma atendimento que só existe em outra cidade ou Estado, existe uma Central de Regulação de Atendimento de Procedimentos de Alta Complexidade (Cerac), que faz essa triagem. O SUS paga a sua hospedagem e a Secretaria Estadual de Saúde, sua passagem.
Quem usa o SUS ?
A maioria da população brasileira (cerca de 60%) usa apenas o Sistema Único de Saúde para cuidar da sua saúde. Outra parte, cerca de 30%, usa tanto o SUS quanto o médico particular ou os benefícios do plano de saúde. Na prática, mais de 90% dos 180 milhões de brasileiros usam, de alguma forma, os serviços públicos e gratuitos de saúde.
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Isso mostra uma questão importante para entender os problemas da universalização do atendimento. A classe média usa o SUS em algumas ocasiões. Para vacinar o seu filho ou para tratamentos de alto complexidade. Aliás, muito mais tem sido investido neste tipo de tratamento.
A maioria dos brasileiros recorre ao SUS (52,4%) de cinco a oito vezes por ano, segundo o relatório do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde Conass de 2003. Outra parcela considerável (40,7%) usa de uma a quatro vezes por ano.
Uma pesquisa nacional de opinião do Instituto Vox Populi mostra que 45,2% dos que usam exclusivamente o SUS consideram que o sistema funciona bem ou muito bem e 41,6% dos usuários não-exclusivos do SUS têm a mesma opinião. É um resultado satisfatório se pensarmos no senso comum de que saúde pública no país é um caos.
Quem só usa SUS tem satisfação alta ou muito alta para vários serviços como vacinação (79%), serviços odontológicos (60%), consultas médicas (56%), exames laboratoriais (63%), exames de ultra-sonografia (67%), internações hospitalares (72%), cirurgias (80%) e serviços de alta complexidade (81%).
Aliás uma distorção do modelo universalista do SUS está exatamente nesse último serviço. Esses 30% de usuários não-exclusivos do SUS, que são na sua maioria a classe média, acabam usando serviços bem diferentes como a vacinação e procedimentos de alta complexidade. A alta complexidade acaba não sendo abastecida pelos planos privados, e a classe média vai atrás dos hospitais de referência da rede.
![]() Imagem cedida pela Prefeitura de São Paulo A triagem é o caminho para um especialista |
O problema da demora do atendimento
Assim, ter os serviços do SUS não é muito complicado. Principalmente no atendimento básico que, segundo o Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), engloba 85% dos atendimentos do sistema. Esse tipo de serviço não tem uma espera muito grande com o atendimento praticamente na hora. A coisa começa a complicar quando é necessário marcar uma consulta com especialistas. A média de espera, segundo o conselho, é de três semanas entre o encaminhamento do médico e a consulta, mas, há vários relatos de casos de espera de até nove meses. Isso acontece porque muitos municípios não têm todas as especialidades e o gargalo começa por aí.
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