Eleitores ganham o voto real

Eleitores
"não-confiáveis"
Não existe lei federal que exija que um eleitor vote conforme o que prometeu (conforme seu respectivo partido). Então, muitos eleitores votam sem seguir a votação popular ou seu partido. Eles são chamados eleitores não-confiáveis.

Em resposta às ações desses eleitores, muitos estados criaram leis que obrigam o eleitor a votar de acordo com seu partido ou com a votação popular. Alguns estados vão além, cobrando uma taxa por más ações e uma multa para esse tipo de ação. Por exemplo, o estado da Carolina do Norte cobra uma multa de US$ 10 mil de eleitores não-confiáveis.

É importante observar que, embora esses estados tenham criado essas leis, um grande número de estudiosos acredita que essas leis não têm sustentação e não sobreviveriam a uma disputa constitucional.

Os eleitores finais são votados pelos residentes de cada estado no dia da votação. Em muitos, o nome dos eleitores fica impresso nas urnas, mas de maneiras diferentes dependendo de cada estado. Por exemplo, os eleitores podem estar listados diretamente abaixo dos nomes dos candidatos à presidência (democratas com o candidato democrático, republicanos com o candidato republicano e assim por diante) ou simplesmente agrupados por partido em algum local da urna. É claro, os nomes também podem não estar listados. Essencialmente, esses candidatos não listados são aqueles que acabam recebendo o voto real. Espere lá, parece que as duas últimas sentenças se contradizem, "Como alguém pode ser votado se nem sequer está na lista?" Observe essa informação do Departament of the Secretary of State for North Carolina (Departamento da Secretaria do Estado da Carolina do Norte):
"Sob o Estatuto Geral da Carolina do Norte 163-209, os nomes dos candidatos a eleitor para presidente e vice-presidente, nomeados por qualquer partido político reconhecido nesse estado no North Carolina General Estatute 163-96 ou por qualquer candidato não filiado para presidente dos Estados Unidos, que foi qualificado para ter seu nome impresso nas urnas da eleição geral sob o estatuto 163-122, deve estar registrado na secretaria do estado. Um voto para os candidatos a presidente e vice-presidente cujo nome está na urna é um voto para os eleitores do partido ou candidato não filiado pelo qual foram nomeados e cujos nomes foram registrados na Secretaria do Estado".
A parte chave é "...um voto para os candidatos a presidente e vice-presidente cujo nome está na urna é um voto para os eleitores..." Esse é o caso de 48 estados, conhecido como o sistema winner-take-all (vencedores levam tudo). O outro sistema, conhecido como o sistema distrital, é observado tanto em Maine quanto em Nebrasca. Nesses estados, os votos de dois eleitores são baseados no candidato que receber mais votos em nível estadual. Os votos eleitorais remanescentes passam por distritos congressionais, recolhendo os votos para aquele que recebeu mais votos em cada distrito.

Agora, no que se refere aos estados que adotam o sistema winner-take-all, lembre-se do que foi dito na última seção. Na maioria das vezes, os eleitores votam no candidato que mais recebeu votos naquele estado em particular. No entanto, houve situações nas quais os eleitores votaram contrários à decisão das pessoas, o que é totalmente legal. Se bem que, se alguém votar contra o seu partido, provavelmente perderá seu posto como eleitor e, simultaneamente, poderá até ser multado. Veja o box acima sobre eleitores "não-confiáveis".