A cerimônia do cavaleiro

knight painting
Edmund Blair Leighton/The Bridgeman Art Library/Getty Images
"A Acolada (The Accolade)" por Edmund Blair Leighton. Às mulheres, com exceção de uma rainha, raramente eram conferidas a classe de cavaleiro.

Os escudeiros geralmente se tornavam cavaleiros durante uma das grandes festas ou feriados, como o Natal ou a Páscoa. Às vezes, a cerimônia acontecia em uma outra ocasião especial, como um casamento de um nobre ou de membro da realeza. O rei, os nobres, os cavaleiros, o clérigo ou o pai do escudeiro (se fosse um cavaleiro) podiam conferir a classe de cavaleiro.

A cerimônia de cavalaria geralmente envolvia um banho ritualístico na véspera da cerimônia (o cavaleiro aspirante geralmente era vestido de branco). Então, iniciava-se uma vigília de orações que durava a noite toda, às vezes, com as armas do escudeiro no altar. O escudeiro ajoelhado fazia um juramento, que incluía alguns dos pontos a seguir:

  • sempre defender uma dama
  • falar somente a verdade
  • ser leal ao seu lorde
  • ser devotado à igreja
  • ser caridoso e defender os pobres e os oprimidos
  • ser bravo
  • em uma conquista, remover sua armadura e suas armas somente para dormir
  • nunca evitar os caminhos perigosos por causa do medo
  • ser pontual para qualquer encontro de armas, como uma batalha ou torneio
  • ao retornar de uma aventura para a sua casa ou à corte do lorde, sempre contar sobre suas escapadas
  • se prisioneiro, entregar suas armas e seu cavalo para o oponente e não lutar com esse oponente de novo sem o seu consentimento
  • lutar somente de um para um contra um oponente

Então, o mestre de cerimônia titulava o novo cavaleiro nos ombros com uma espada. O cavaleiro então se vestia com a armadura, recebia sua espada, montava em seu cavalo e participava de alguns jogos para demonstrar suas habilidades como parte da celebração.

Em épocas de guerra, um escudeiro que houvesse demonstrado excepcional bravura em batalha poderia ser nomeado cavaleiro no campo de batalha por outro cavaleiro.

Com a cavalaria vinham vários privilégios. Os cavaleiros obtinham o título de "sir". Eles podiam possuir terras, contratar soldados para defendê-las e dispensar justiça sobre os soldados e aqueles que viviam na terra. Eles e seus cavalos poderiam vestir a armadura em batalha (armaduras eram caras e somente os cavaleiros podiam pagar por elas). Durante as festas, banquetes e jantares, os cavaleiros tinham lugares na melhor mesa, onde os lordes e a realeza comiam. Eles também podiam carregar armas dentro de uma igreja, pois eram defensores de Deus e da igreja.

Em épocas de guerra, os cavaleiros eram chamados por seus lordes ou pelo rei. Eles guiavam soldados e arqueiros pela batalha, do mesmo jeito que os oficiais modernos fazem com seus alistados. Durante o tempo de paz, os cavaleiros gerenciavam seus estados, dispensavam justiça, treinavam para batalhas e participavam de torneios. Conheceremos os torneios na próxima seção.