Cercos medievais

O que acontece quando um exército invade um território e derruba as defesas do castelo? Veremos os métodos de defesa e como o castelo fazia uso deles.

alhambra
Karl Weatherly/Photodisc/Getty Images
A Alhambra em Granada, Espanha

Cerco e fome
O exército invasor cercava o castelo e cortava o abastecimento de comida e água na esperança de matar de fome o inimigo. Na tentativa de disseminar doenças, os invasores poderiam usar suas catapultas para lançar sobre os muros dos castelos corpos humanos ou animais mortos ou doentes. Lançavam também projéteis incandescentes para causar prejuízos dentro do castelo. Esse método para cercar era o mais utilizado porque o exército invasor poderia negociar a rendição do castelo por muito pouco. Mas isso levava meses de trabalho, e o exército invasor deveria estar muito bem suprido com alimento e água para agüentar a duração do ataque.

Se tinham tempo de preparo, a defesa poderia extender a duração do cerco. Normalmente, traziam suprimentos e pessoas das redondezas para dentro do castelo. A maioria dos castelos tinha os próprios suprimentos de água para essa situação. Além disso, a defesa poderia queimar os arredores do castelo, dessa forma o exército invasor não teria onde guardar seus suprimentos. Normalmente, o resultado do ataque dependia se exército invasor ou a defesa recebiam reforços antes.

Escalar os muros
Os invasores poderiam preparar enormes escadas apoiadas sobre o muro de proteção externo. Os soldados invasores poderiam subir as escadas para conseguir acesso ao castelo. Entretanto, ficavam vulneráveis às flechas de fogo e objetos jogados das ameias. A defesa poderia também empurrar as escadas para trás.

Como alternativa, os invasores construíam torres de madeira para o ataque e as enchiam de soldados. Outros empurravam as torres para a base do muro de proteção. Os soldados no alto da torre baixavam uma rampa, atravessavam as améias e esperavam acabar com a defesa. As torres de ataque davam cobertura para os soldados invasores, contudo eram grandes e pesadas. Os invasores estavam vulneráveis ao atravessar a rampa. Além do mais, a defesa poderia tocar fogo nas torres com flechas incandescentes.

Cerco no cinema
O filme "Cruzada" (Kingdom of Heaven), de 2005, mostra técnicas de ataque durante a seqüência do cerco a Jerusalém durante as cruzadas.

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Arrombar as entradas
Se um exército invasor derrubava os portões, poderia entrar no castelo muito facilmente. Usavam aríete (toras de madeira) para bater no portão (ou às vezes nos muros) e derrubá-lo. Alguns aríetes eram cobertos para proteger os soldados invasores das flechas incandescentes e dos objetos que eram jogados. Às vezes, os portões de madeira de castelo eram incendiados para fragilizá-los.

Para se defender contra os aríetes, flechas incandescentes eram lançadas (às vezes com fogo nas pontas). Normalmente, muros de madeira ou até mesmo "revestidos" por material almofadado poderiam ser baixados para atenuar o impacto dos aríetes. Finalmente, poderiam trancar as entradas ou pontes do castelo para resistir à força dos choques.

E, como foi mencionado, os portões do castelo tinham matacões e abertura para flechas para afastar os invasores que atravessassem as entradas.

Derrubando os muros
Se um exército invasor podia criar uma fenda num muro, também podia adentrar o castelo por intermédio de um local sem defesas. Os invasores derrubavam os muros com aríetes e lançavam pesados e incandescentes projéteis de pedra contra e sobre os muros. Usavam catapultas, trabucos (armas pontiagudas pesadas), e balistas (grandes bestas).

Uma outra maneira de derrubar os muros dos castelos era miná-los. O exército invasor cavava túneis sob os muros e inseria suportes de madeira. Uma vez que cavavam o túnel profundo o bastante até chegar no outro lado, incendiavam-no. Os suportes de madeira seriam destruídos, e o muro sobre o túnel desabaria. Mas a defesa poderia cavar sob os túneis do exército invasor antes que chegassem ao muro.

O cerco ao castelo poderia ser dessas três maneiras. O processo era caro, cansativo e longo, mas necessário para controlar o castelo e seu território.