por
Jeff Tyson - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Farejando pacotes
Os administradores de redes há anos usam os
farejadores de pacotes para monitorar suas redes e fazer testes de diagnóstico ou resolver problemas. Basicamente, um farejador de pacotes é um programa que vê todas as informações que passam pela rede a qual ele está conectado. Conforme os dados vão e vêm pela rede, o programa examina, ou "fareja", cada pacote.
Normalmente, o computador vai examinar os pacotes direcionados a ele e ignorar o resto do tráfego. Quando um farejador de pacotes é instalado em um computador, a sua interface de rede é configurada para o modo indiscriminado, ou seja, ele vai examinar tudo o que passar por ele. A quantidade de tráfego depende muito da localização do computador na rede. Um cliente em uma parte isolada da rede enxerga somente um pequeno segmento do tráfego, enquanto o servidor do domínio principal enxerga quase todo o tráfego.
O farejador de pacotes pode ser configurado de dois modos:
- sem filtro - captura todos os pacotes
- com filtro - captura somente os pacotes com elementos específicos
Pacotes que contêm dados-alvos são
copiados conforme passam pelo programa. O programa armazena as cópias na
memória ou em um
disco rígido, dependendo da configuração. Estas cópias então podem ser analisadas em busca de padrões ou informações específicos.
Quando você se conecta à Internet está entrando em uma rede mantida pelo seu provedor. A rede do provedor se comunica com outras redes de outros provedores para formar o alicerce da Internet. Um farejador de pacotes localizado em um dos servidores do seu provedor seria capaz de monitorar todas as suas atividades online, tais como:
- quais sites você visita
- o que você vê no site
- para quem você envia e-mails
- o conteúdo dos e-mails que você envia
- o que você baixa de um site
- que tipo de streaming você usa, como áudio, vídeo e telefonia IP
- quem visita seu site
Na verdade, muitos provedores usam farejadores de pacotes como
ferramentas de diagnóstico. Além disso, muitos provedores mantêm cópias dos dados, e-mails por exemplo, como parte de seus sistemas de backup. O Carnivore e programas parecidos foram um polêmico passo dado pelo FBI, mas não eram tecnologias novas.