O capitalismo vai claramente além da economia. É impossível discutir o capitalismo sem discutir opiniões políticas e sociais. O capitalismo é fundamentado em opiniões sobre os direitos individuais, a liberdade e a natureza humana. No capitalismo teórico, o mundo gira em torno do indivíduo. O indivíduo é inerentemente bom e o interesse próprio do indivíduo beneficia a sociedade como um todo.

No entanto, o que acontece na prática real do capitalismo às vezes é bem diferente. Com o estabelecimento de uma classe proprietária e de uma classe trabalhadora, a distribuição da riqueza se torna extremamente desigual. Quando o trabalhador depende de capitalistas para seu sustento, a desconfiança, raiva e o mal-estar podem se desenvolver. Essas verdades básicas levaram ao fim do capitalismo puro ao redor do mundo. O que hoje chamamos de capitalismo é, na verdade, uma economia mista. A exclusão do governo da economia simplesmente não funcionou.
A partir do início do século 20, os governos começaram a intervir para proteger a classe trabalhadora da classe proprietária. Nos Estados Unidos, o Congresso aprovou leis que tornavam ilegal o trabalho infantil, reduziam a duração do dia útil e baniam os monopólios. Para alguns, as leis antitruste (em inglês) dos anos 20 pareciam ir contra os valores do capitalismo, o que em parte era verdade. No entanto, a competição também é crucial para a auto-regulação necessária ao capitalismo. Os monopólios eliminam a competição, o que significa que a economia não se encontra mais em seu estado natural.
A quebra da bolsa de valores e a Grande Depressão subseqüente trouxeram mais mudanças. O New Deal da administração de Franklin Roosevelt criou empregos e despejou dinheiro do governo na economia para tentar acabar com a depressão. O Congresso aprovou a Lei da Previdência Social (em inglês), que eliminava o controle completo do trabalhador sobre o seu salário. A retenção obrigatória do pagamento era feita para proteger os trabalhadores dos altos e baixos naturais do capitalismo. O seguro-desemprego obrigatório também fazia o mesmo.
Nos anos 30, o Economista britânico John Maynard Keynes publicou uma nova opinião sobre o capitalismo. Keynes acreditava que a intervenção do governo poderia ajudar a estabilizar uma economia capitalista. Ao variar os impostos e gastos e manipular as taxas de juros, o governo pode manter o nível de oferta de dinheiro e proteger a economia dos períodos de "alta e de baixa" inerentes ao sistema capitalista.
As teorias econômicas de Keynes contribuíram para que o Congresso dos Estados Unidos aprovasse a Lei do Emprego de 1946, que colocava a responsabilidade da estabilidade econômica diretamente nas mãos do governo federal. Com isso, a economia laissez-faire estava oficialmente morta nos Estados Unidos.
Ninguém sabe o que futuro reserva para a economia em expansão. O "mercado" agora é o mundo todo. A China, que foi o último grande país a manter um sistema econômico Marxista, introduziu nas últimas décadas elementos do capitalismo à sua economia, a fim de se unir ao mercado mundial. Tradicionalmente, os países capitalistas como a Grã-Bretanha, o Canadá e os Estados Unidos introduziram restrições sobre as atividades econômicas, a fim de promover o bem social geral.
A necessidade de cuidados com saúde universal nos Estados Unidos sugere uma oscilação adicional em relação ao ponto de vista econômico do socialismo de que o interesse próprio individual não necessariamente leva ao bem-estar social geral. Sem economias puramente capitalistas ou puramente planejadas entre os maiores participantes financeiros do mundo e com a expansão de acordos comerciais de longo alcance, o futuro da economia parece apontar para um mercado amplo que, pelo menos economicamente, apaga as fronteiras nacionais e conecta o mundo por meio da mobilidade financeira.
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