A ascensão do capitalismo

Autor: 
Julia Layton

Ao contrário do capitalismo, que gira ao redor da produção, o mercantilismo gira ao redor do comércio. O núcleo do mercantilismo é a simples prática de vender algo por um preço maior do que você pagou. Ele é baseado no conceito de lucro e se originou da mobilidade do homem.


O mercador veneziano Marco Polo
MPI/Getty Images
O mercador veneziano Marco Polo (em inglês) viajou pela Rota da Seda até a China. O mercantilismo substituiu gradualmente os sistemas de troca locais.

O mercantilismo prosperou nas sociedades bem organizadas da Roma antiga (em inglês) e do Oriente Médio. Enquanto a maioria do mundo ainda trabalhava segundo o sistema de troca local de bens, os comerciantes dessas culturas levavam os bens de um lugar para o outro, o que possibilitava que eles lucrassem.

Se algo como cerâmica ou trigo fosse abundante em um local, mas escasso em uma cidade distante, os comerciantes levavam esses bens para as cidades onde poderiam obter um preço mais alto. Esse tipo de mobilidade econômica era possível devido à paz e à ordem relativas dessas sociedades bem desenvolvidas.

No século 5, o declínio do Império Romano também significou o declínio do mercantilismo na Europa. Porém, o mercantilismo continuou a prosperar em toda a Arábia. Os árabes, que eram predominantemente islâmicos, estavam perfeitamente localizados para obter lucro conforme os bens eram transportados pelas rotas de comércio do Oriente Médio entre o Egito (em inglês), a Pérsia (em inglês) e, posteriormente, pelos Impérios Romano e Otomano (em inglês). A rápida expansão do islamismo nos anos 700 levou a prática do mercantilismo à África, à Ásia e para partes do sul da Europa. A partir da Espanha (em inglês) e de Portugal (em inglês), o mercantilismo se espalhou para o resto da Europa, que retomou seu sistema econômico mercantil por volta do século 14. Durante os 500 anos seguintes, o mercantilismo se tornou o que hoje chamamos de capitalismo.

Mais informações
  • Em um sistema econômico capitalista, o proprietário da produção é o indivíduo e os benfeitores da produção são, primeiramente, o indivíduo e, em seguida, a sociedade.
  • Em um sistema econômico socialista ou comunista (em inglês), o proprietário da produção é o Estado ou a sociedade e o benfeitor é a sociedade.
  • Em um sistema econômico fascista, o proprietário da produção é o Estado, e os benfeitores da produção são, primeiramente, o Estado e, em seguida, a sociedade.

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Por volta do século 19, o capitalismo era o sistema econômico dominante na maioria das nações estabelecidas do mundo. Logo após o capitalismo ter se tornado o sistema econômico mais popular, ele também se tornou um dos mais desprezados.

Na próxima seção, discutiremos por que esse princípio econômico desperta opiniões tão veementes.