O capitalismo real: a idéia

Antes da Revolução Industrial (em inglês), países como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos tinham economias verdadeiramente capitalistas. Mas com a industrialização, no entanto, vieram as empresas exploradoras, os protestos sociais e a conseqüente intervenção do governo na forma de leis trabalhistas mais justas. Foi aí que o verdadeiro capitalismo acabou.

A Revolução Industrial
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A Revolução Industrial trouxe o fim do verdadeiro capitalismo

Atualmente, as economias das nações normalmente conhecidas como capitalistas são, na verdade, economias mistas. Elas incorporam certos aspectos do capitalismo e certos aspectos das economias planejadas. No capitalismo puro, aspectos como leis trabalhistas infantis, Previdência Social, práticas de contratação anti-discriminatórias e salário mínimo não têm espaço. O capitalismo rejeita todas as intervenções governamentais em assuntos econômicos. A base do capitalismo é o individualismo.

O sistema econômico se origina dos ideais humanísticos do Iluminismo europeu do século 18, nos quais cada ser humano é um indivíduo único e valioso. Esse modo de pensar foi um ponto decisivo. Antes do Iluminismo, os governos não discutiam sobre os direitos humanos. Porém, nessa visão da humanidade, uma sociedade composta de indivíduos únicos que buscam os seus interesses pessoais é saudável. Tal sociedade se caracteriza pelo progresso, pelas riquezas espirituais e mundanas e pela liberdade. Os indivíduos não são apenas livres para buscar objetivos de interesse próprio; eles devem buscá-los.

É fácil observar como essa mudança na consciência social se tornou a base do capitalismo. Se o interesse próprio é algo bom e a riqueza pessoal é um objetivo de interesse pessoal, então, a riqueza pessoal difundida é uma coisa boa. E se o bem-estar individual leva ao bem-estar social geral, então, a riqueza individual leva à riqueza social geral.

A visão filosófica acrescentada, que alterou o conceito social do individualismo no conceito econômico do capitalismo se originou de Adam Smith, no fim do século 16. Seu livro, "Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações", teve um grande efeito sobre os princípios econômicos. Antes de Smith, o interesse econômico próprio do indivíduo era visto como contraproducente ou, no mínimo, não-contribuinte, para o bem-estar econômico da sociedade como um todo. Smith não concordava com essa crença. Ele sugeriu dois conceitos que acabaram se tornando a base do capitalismo.

  • Devido ao fato de o interesse próprio guiar os fabricantes a criarem exatamente o que as pessoas querem, a busca pelo ganho pessoal acaba por beneficiar a sociedade.
  • Uma economia tem um projeto natural. Provida de seus próprios artifícios e separada da política, da religião e de quaisquer outras atividades, ela se auto-regulará. Desde que ninguém frustre o intento, a economia irá funcionar eficientemente e todos irão se beneficiar.

­A visão geral de Smith é a de que uma "mão invisível" guia a economia através da combinação do interesse próprio, da propriedade privada e da competição. O fim desse equilíbrio natural da economia é a riqueza social geral, ou seja, todos se beneficiam.

­Como o lucro privado pode levar ao bem público? Na próxima página, aprenderemos sobre o processo do capitalismo.