Introdução
Melhor prevenir do que remediar. Essa máxima popular demorou para ser assimilada pela saúde pública brasileira. Mas, atualmente, o país é referência em campanhas de prevenção, exportando o modelo para outros países.
Antes mesmo da implantação do
SUS (Sistema Único de Saúde), em 1989, as campanhas de prevenção começaram a ter bons resultados no Brasil. Não foi um trabalho fácil, já que havia muito preconceito popular, sobretudo com a vacina (
leia mais sobre preconceito com a vacina no artigo sobre a história da saúde pública brasileira).
Quem não se lembra do
Zé Gotinha, protagonista de dezenas de campanhas de vacinação? O personagem foi criado no ano de 1971, para uma campanha contra a poliomelite, que envolveu também figuras públicas como o Frei Damião, líder religioso nordestino, e o então presidente da República, Artur da Costa e Silva. A doença, no entanto, só foi
erradicada em 1994, após 23 anos de esforço contínuo - o que comprova que, em se tratando de prevenção, os resultados só são colhidos a médio e longo prazos.
 Imagem cedida pelo governo no Estado de São Paulo O Zé Gotinha e a Maria Gotinha durante a campanha de vacinação
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Com o tempo, as campanhas ficaram sofisticadas e passaram a ser realizadas com maior freqüência. Surgiram os dias de multivacinação. Varíola, sarampo e tétano são algumas das doenças controladas simultaneamente nestes dias. Surgiram também as campanhas de conscientização, como a da
aids, doação de sangue,
doação de órgãos e a campanha contra o abuso de
álcool.
Vale destacar, como exemplo de êxito, a campanha de vacinação de idosos contra a
gripe, que conta com a adesão de cerca de 80% da população acima dos 60 anos. Ou mesmo a do Programa Nacional de DST e Aids, que atualmente é referência para outras nações.
Há, por outro lado, pendências, como o combate à
dengue, que até o final de 2007 continuava presente em diversas localidades do território brasileiro. Segundo especialistas, é necessário um trabalho mais intenso de borrifação de veneno contra o mosquito
Aedes aegypti, transmissor da doença.
Conheça, nas próximas páginas, um pouco mais sobre as campanhas de prevenção realizadas no Brasil.