Introdução
Quem quer trabalhar como pesquisador ou seguir carreira acadêmica como docente de uma IES (Instituição de Ensino Superior) necessita de um curso de pós-graduação strictu sensu (mestrado ou doutorado) para aumentar as suas chances de sucesso profissional.
Estes dois cursos que demoram, em média, seis anos para serem concluídos requerem muitas horas de estudos, pesquisas em campo e dedicação praticamente integral. Para que o futuro profissional possa se sustentar durante os cursos, instituições e órgãos de fomento oferecem bolsas.
No Brasil, há várias empresas e institutos que contribuem para a formação do profissional. No âmbito federal, destacam-se a
Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao MEC (Ministério da Educação), e o
CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Algumas empresas privadas, além de fundações estaduais, também costumam oferecer bolsas de estudo no Brasil.
O valor médio pago ao bolsista no Brasil (
R$ 1.600 por mês para doutorado, em março de 2008) é muito inferior às contribuições oferecidas por universidades e fundações estrangeiras. Instituições como a
Fundación Carolina, na Espanha, o
British Council, no Reino Unido, e a
John S. Knight Foundation, nos Estados Unidos, oferecem bolsas que chegam a
US$ 100 mil por programas de 10 meses em universidades como
Stanford,
Berkeley,
MIT (Massachusetts Institute of Technology),
Harvard,
Oxford,
Cambridge e
Complutense de Madrid,
Autonoma de Madrid,
Salamanca e outras instituições de ponta no mundo.
Para obter uma bolsa, as agências de fomento e as instituições tanto brasileiras como estrangeiras exigem normalmente dedicação exclusiva ao curso. Na seleção dos candidatos, elas avaliam o projeto de estudos, biografia, currículo e disposição do candidato para interagir e trocar experiência com outros alunos.