Bio-Vigilância e Projeto Bioescudo

Como resultado dos ataques terroristas em New York e Washington, D.C., o presidente George W. Bush (em inglês) implementou dois diferentes programas para ajudar a proteger os cidadãos dos Estados Unidos: Bio-Vigilância e Projeto Bioescudo.

A Bio-Vigilância foi criada pouco depois dos episódios com o antraz em setembro de 2001. O projeto foi fundado e supervisionado pelo Departamento de Segurança da Nação (DHS), mas devido à natureza delicada do programa, não existem muitos detalhes disponíveis ao público. Sabe-se que é um sistema de alerta imediato que detecta patógenos transmitidos pelo ar em cidades seletas dos Estados Unidos. Relatórios da mídia sugerem que existem cerca de 30 cidades que atualmente usam a Bio-Vigilância e cerca de 120 cidades estão com implementação do projeto prevista.

Os monitores da Bio-Vigilância são instalados no topo de edifícios selecionados nas cidades-alvo a fim de recolher amostras de ar, que são diariamente transportadas para serem analisadas em laboratório. Os sintomas de muitas das doenças causadas pelos patógenos usados no bioterrorismo não são aparentes durante vários dias e podem até mesmo ser confundidas com doenças comuns, como o resfriado e a gripe. A detecção antecipada que a Bio-Vigilância oferece pode fazer grande diferença no tempo de reação à situação de emergência.

Existem três elementos principais na Bio-Vigilância, cada um deles coordenado por uma diferente agência do governo.

  • Amostragem - mantido pela Agência de Proteção Ambiental (EPA).
  • Análise - coordenada pelo CDC.
  • Reação - implementada por jurisdições locais sob a orientação da Agência Federal de Investigações (FBI).

Sabe-se que o antraz e a varíola estão na lista dos patógenos detectados pela Bio-Vigilância, mas os outros são mantidos em sigilo pelo DHS. Até o momento, só houve uma única detecção positiva conhecida - bactérias que causam tularemia foram encontradas em Houston, Texas, em 2003. A detecção foi relatada em três dias consecutivos, seguidos por resultados negativos nos dias seguintes. Medidas de precaução foram tomadas por agentes locais, mas o incidente não resultou em nenhuma doença ou prisão.

A eficiência da Bio-Vigilância tem sido questionada desde a sua implementação. Uma das razões é que a Bio-Vigilância detecta apenas patógenos em ambientes externos. A maioria dos ataques de terrorismo biológicos ao redor do mundo até agora foi de casos em ambientes internos - metrôs e escritórios. Outra preocupação é que a busca de amostras é feita por volta de 12 a 48 horas após um ataque e isso não é o ideal. Outros reclamam que o processo não apresenta uma boa relação custo-benefício pelos resultados que alcança. Relatórios descrevem os custos de instalação em 1 milhão de dólares, com mais 1 milhão para operação e manutenção anual. Em fevereiro de 2008, o DHS solicitou um aumento de 34,5 milhões na sua verba para projetar e implementar a próxima geração da Bio-Vigilância.

O Projeto Bioescudo é outro programa que o presidente Bush colocou em ação após o 11 de setembro. O Bioescudo fornece os recursos necessários para desenvolver, adquirir e estocar contra-medidas médicas contra o bioterrorismo nos EUA. O programa permite pesquisa adicional, desenvolvimento e aquisição de vacinas da nova geração, garantindo US$ 5,6 bilhões para a próxima década. Ele também estabeleceu a Autorização de Uso de Emergência (EUA), que garante que essas vacinas e medicamentos sejam acessíveis mediante uma Declaração de Emergência pelo Secretário de Saúde e Serviços Humanos.

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