A administração de Alimentos e Drogas (FDA) tem uma função vital nos esforços para deter um ataque de bioterrorismo com cinco estratégias amplas:
O FDA criou o Departamento de Gerenciamento de Crises (OCM) para auxiliar na implementação desses esforços. O OCM é responsável por manter a vigilância 24 horas por dia, sete dias por semana, e coordena os esforços de reação de emergência de cinco centros do FDA nos EUA no caso de um ataque. Ele também é responsável por dirigir treinamentos de emergência, garantir a segurança dos prédios do FDA e educar funcionários em métodos de gerenciamento de crises.
O FDA sempre foi responsável pela regulamentação de produtos de consumo público - incluindo alimentos, drogas, medicamentos, aparelhos médicos, comida para animais e cosméticos. Nesta época de elevadas ameaças à segurança, ele também responsável por proteger esses produtos. O FDA está trabalhando duramente para desenvolver contramedidas médicas, como vacinas e aparelhos que possam prevenir, diagnosticar e tratar de doenças causadas pelo bioterrorismo.
A chave para uma reação eficiente no caso de uma emergência é coordenar os esforços de diversas agências diferentes. Após o 11 de setembro e os ataques de antraz, o FDA uniu forças com o Centro de Controle de Doenças (CDC) e o Departamento de Defesa (DoD), bem como com agências governamentais estrangeiras, a fim de garantir que os suprimentos médicos estivessem disponíveis. Eles desenvolveram o Estoque Estratégico Nacional (SNS) - uma grande reserva de antibióticos, anti-toxinas, suprimentos médicos, vacinas e suprimentos cirúrgicos. O FDA criou pacotes de medicamentos de emergência chamados push packs, que podem ser enviados a qualquer local dos Estados Unidos em um período de 12 horas.
Um dos métodos que pode ser usado por terroristas é envenenar o gado ou a comida de animais. O Centro de Medicina Veterinária (CVM) do FDA está trabalhando com a Universidade do Estado de Iowa para estabelecer um banco de dados que incorpora todos os laboratórios veterinários espalhados pelo país. Esse banco de dados seria usado para melhorar o tempo de reação a atos de terror relacionados a animais ou alimentos. A rede também determina os centros veterinários que possuem capacidade de testes para alimentos e tecidos animais.
O FDA possui experiência em lidar com intoxicação acidental, contaminação de alimentos e alimentação natural. Cuidar desses tipos de acidentes os ajudou a se preparar para a possibilidade de um ataque proposital. Além disso, novas medidas de segurança foram adotadas para ajudar a defender o suprimento de alimentos dos EUA em diferentes áreas.
Sangue contaminado é outra forma que pode ser usada por bioterroristas e o FDA é parcialmente responsável por proteger os bancos de sabgue. O FDA trabalha em conjunto com a Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB) para redigir e distribuir manuais sobre coordenação relacionada a emergências e desastres. Esse manual aborda tudo o que se relaciona ao sangue - desde como lidar com o influxo de doadores em um desastre até os métodos adequados de rastreamento e testes para garantir que o sangue doado e o suprimento existente permaneçam sem contaminação.
Siga para a próxima página e conheça os dois projetos em ação que visam proteger os cidadãos dos Estados Unidos contra um ataque bioterrorista.