O Centro para Controle de Doenças (CDC) é um dos principais agentes na contenção de um ataque bioterrorista e no tratamento dos indivíduos infectados. Uma vez que o antraz é o agente mais provável de ser usado em um incidente de bioterrorismo, o CDC desenvolveu uma vacina contra ele, porém, a vacina está disponível apenas para indivíduos considerados de "alto risco", como:
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Um total de seis injeções em um período de 18 meses são exigidas para imunizar completamente contra o antraz, juntamente com uma dose anual de reforço. Evidentemente, essa é apenas uma vacina para evitar que uma pessoa seja infectada pelo antraz e normalmente só está disponível para os militares dos EUA. Já o tratamento contra o envenenamento por antraz é um assunto diferente. Em setembro de 2001, médicos receitaram penicilina, ciprofloxacina e doxiciclina para tratar as vítimas da inalação do antraz. O tratamento desse tipo de antraz deve ter início no começo da progressão dos sintomas. Se o tratamento começar depois de os sintomas terem progredido, então a bactéria pode ser eliminada, mas as toxinas permanecerão no corpo.
Além disso, certas cepas do antraz podem ser resistentes a vários antibióticos. As análises laboratoriais determinam que tipo de antraz está em ação e qual antibiótico deve ser usado (você pode ler mais sobre este patógeno em Como funciona o antraz).
Também existem vacinas licenciadas contra a varíola e um tratamento anti-toxinas disponível para intoxicação por botulismo, mas nenhum desses recursos está disponível comercialmente.
A chave para lidar com um ataque bioterrorista é ter uma equipe de resgate que possa cuidar das vítimas sem ser infectada. Depois dos ataques de 11 de setembro e do antraz, o governo dos EUA patrocinou um programa para vacinar 500 mil profissionais de saúde contra o vírus da varíola. Porém, como cada estado foi encarregado de coordenar o programa em sua região, menos de 40 mil funcionários foram vacinados [fonte: Medical News Today]. Normalmente os profissionais são relutantes em receber uma vacina que os inocula com uma forma viva do vírus, especialmente quando não há nenhuma emergência médica real ocorrendo.
Se isso tudo causa uma impressão de desamparo, você vai ficar aliviado em saber que existem algumas maneiras de aumentar as suas chances de sobrevivência no caso de um ataque bioterrorista. Daremos uma olhada nelas na próxima seção.