Bioterrorismo: organizações e métodos

É necessário muito dinheiro e tecnologia para iniciar um ataque bioterrorista em massa, por isso, ainda é mais uma ameaça do que uma realidade. A fim de lançar um ataque efetivo, uma organização precisa ter grande financiamento e ter acesso a um grande nível de conhecimento científico. Isso quer dizer que apenas os grandes grupos terroristas que podem ser financiados por seus governos poderiam executar um ataque em massa bem-sucedido. Para conseguir isso, o grupo precisaria de:

  • acesso ao agente não refinado;
  • capacidade de produzir grandes quantidades do agente em estado seco e refinado;
  • capacidade de disseminar o agente.

Existem poucas organizações no mundo que teriam os meios de lançar um ataque desses. O grupo terrorista Aum Shinrikyo, do Japão, é bem financiado e já tentou disseminar o antraz e o botulismo em várias ocasiões. Até o momento, não obteve sucesso.

Acreditava-se que o Iraque estivesse desenvolvendo armas biológicas para serem usadas com mísseis scud, mas isso é classificado como guerra biológica e não como um ataque terrorista. A União Soviética e os Estados Unidos também fizeram experimentos com armas biológicas antes de suspenderem seus programas.

Grupos menores e menos sofisticados já executaram ataques terroristas de menores proporções usando agentes biológicos, mas o objetivo normalmente é perturbar a sociedade e causar pânico nas pessoas. Os envenenamentos por meio da salmonela na década de 80, no Oregon, são um bom exemplo desse tipo de perturbação biológica.

Outro tipo de bioterrorista é o indivíduo solitário que busca fazer uma declaração social ou política. Embora o caso permaneça sem solução, acredita-se que os ataques de antraz em 2001 foram obra de uma única pessoa ou de um pequeno grupo de indivíduos.

A liberação de uma toxina por via aérea é uma das formas que uma célula terrorista pode atacar efetivamente um grande número de pessoas de uma única vez. A outra é envenenando o suprimento de água ou alimentação dessas pessoas. Se o suprimento água ou o de comida forem contaminados, podem ser isolados rapidamente e o ataque não resultaria em perdas maciças. Mas a desordem civil, o pânico e o desequilíbrio financeiro seriam enormes e, na maioria das vezes, é exatamente o que os terroristas buscam.

Os efeitos dos ataques de 11 de Setembro foram muito além das vidas perdidas em New York e em Washington, D.C. Os mercados de aviação, seguros, turismo e transporte de cargas levaram um duro golpe, que por sua vez, teve um efeito sobre a economia geral dos EUA e do mundo. Os custos diretos com a limpeza e com a reconstrução apenas em New York ultrapassaram US$ 27 bilhões e as perdas cumulativas previstas sobre a renda nacional no fim de 2003 como resultado de 11 de setembro chegaram a meio trilhão de dólares [fonte: Looney (em inglês)].

Na próxima seção, saberemos o que pode ser feito no caso de um ataque bioterrorista.