Para ajudar a categorizar e priorizar o estudo desses agentes, o Centro de Controle de Doenças (CDC) os separa em três grupos principais.
Os agentes da categoria A são os únicos suspeitos de serem ameaças bioterroristas viáveis. Veja a seguir quais agentes estão incluídos nessa categoria.
Os agentes da categoria B são a salmonela, a ricina, o cólera, a tifo e a febre ondulante. Esses agentes possuem menor prioridade para o CDC devido à improbabilidade de serem usados em um ataque terrorista. Quanto aos agentes da categoria A, vírus como o Ebola são caros para se produzir e tecnicamente exigentes para se sustentar, além da dificuldade em serem espalhados em grandes doses com êxito. Isso faz com que sejam menos prováveis de serem usados em um ataque terrorista, mas o fato de poderem se espalhar de um humano para outro os mantém na categoria A.
As bactérias são muito mais fáceis de se produzir do que os vírus, portanto elas continuam sendo os mais prováveis agentes para o bioterrorismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo em 1970 e concluiu que o antraz e a tularemia encabeçavam a lista das bactérias mais letais e com a maior expansão por via aérea. A taxa de mortes por antraz não tratado é maior que 80% e como ele pode ser contraído de três formas diferentes, está no topo da lista como uma potencial ameaça biológica.
Entre os vírus, o da varíola é a exceção, e está classificado ao lado do antraz como a mais perigosa ameaça em potencial. A varíola também pode ser transmitida pelo ar e pode ser fabricada em grandes doses. Há relatos de que a União Soviética produzia toneladas de varíola durante o auge da Guerra Fria e de que o Iraque conduziu experimentos com a produção de uma doença aparentada que ataca os camelos. Embora a varíola tenha sido erradicada por meio da vacinação, acredita-se que não mais de 20% da população mundial ainda seja imune. A varíola também é altamente contagiosa, com um único caso sendo capaz de contaminar cerca de 20 pessoas em curto prazo.
Na próxima seção, veremos os grupos mais prováveis de se envolverem em bioterrorismo e os métodos que poderiam usar.