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| Bertrand Russell |
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Com uma perspectiva filosófica enraizada na lógica e no empirismo, posições liberais avançadas e um Prêmio Nobel na bagagem, Russell foi uma figura polêmica, amado e odiado, que chegou a ser preso duas vezes por sua atuação política. Seus pensamentos filosóficos mais profundos procuraram responder sobre como ter certeza de que o que afirmamos saber é verdade ou não e se um conhecimento preciso como a matemática repousa sobre algum fundamento lógico seguro.
Na busca por essas respostas, Russell não só produziu uma importante obra na epistemologia, na matemática, na lógica e na filosofia política, como também foi o mentor e o incentivador de outro importante filósofo do século 20, Ludwig Wittgenstein.
Bertrand Russell afirmou durante uma palestra que romper as regras da matemática traz consequências desastrosas. Segundo ele, ao se introduzir uma afirmação matemática falsa, pode-se provar qualquer coisa. Alguém da plateia, então, o provocou: “se dois vezes dois forem cinco, o senhor deve ser capaz de mostrar que eu sou o papa. Prove isso!”. Russell não titubeou e demonstrou: “se dois vezes dois são cinco, então quatro é igual a cinco. Subtraindo três de cada um dos lados, temos que um é igual a dois. Como o senhor e o papa são dois, temos que o senhor e o papa são um”. |
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