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| batalhão de choque |
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Em 29 de abril de 1992, um júri em Los Angeles, Califórnia julgou inocentes quatro policiais brancos que foram filmados batendo em Rodney King, um rapaz negro. Em questão de horas, ocorreram diversos protestos e manifestações violentos, e por volta das 20 h daquela noite, começaram grandes rebeliões, que se espalharam por toda Los Angeles.
Incêndios, saques, tiroteios e surras devastaram a cidade até 2 de maio, quando a presença da Guarda Nacional dos Estados Unidos, dos fuzileiros navais e de outras tropas federais, além dos apelos públicos de políticos, donos de lojas e do próprio Rodney King acalmaram a violência. No fim, foram 54 pessoas mortas e mais de 2.300 feridas. Mais de 7 mil incêndios, além de destruição de vitrines, saques e ataques a veículos deram um prejuízo estimado em US$1 bilhão. Os tribunais de Los Angeles foram auxiliados durante meses, tratando de mais de 12 mil prisões que resultaram das revoltas.
Hoje, as forças da polícia são mais bem equipadas e treinadas para lidarem com multidões que perdem o controle. Nesse artigo, saberemos o que provoca as rebeliões, como a polícia aborda a multidão para controlar os problemas e que equipamentos ela utiliza para esvaziar as ruas com segurança.

As táticas usadas antigamente para controlar as rebeliões eram simples - baseavam-se no fato de que a polícia era quase sempre mais bem armada do que os desordeiros. As táticas usadas consistiam basicamente na formação de uma fileira e no ataque à multidão. Atualmente, a polícia ainda é bem armada, mas as táticas avançaram significativamente na esperança de evitar danos.
Quando uma rebelião está no auge, a polícia organiza-se para a formação de um quadrado com uma equipe de comando no centro. A equipe de comando é protegida nos quatro lados por tropas organizadas em grupos de 10 ou 12 oficiais. Há também uma equipe de captura no centro do quadrado.
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Briga em rebeliões
Para treinar o uso de seus equipamentos, e ganhar confiança na proteção que oferece, as unidades de controle de multidões têm "rebeliões práticas". O Departamento de Polícia de Cheektowaga utiliza uma pista de hoquei abandonada para treinar. A unidade é dividida em dois grupos - a Unidade de Controle de Multidões e os desordeiros. Os desordeiros passam alguns minutos jogando tudo que encontram pela frente nos seus colegas completamente protegidos, incluindo 2x4s, discos de hóquei, pedras e tijolos.
Já que os oficiais aprenderam que seus equipamentos de proteção realmente funcionam, eles partem para "controlar" os desordeiros. Um oficial admitiu que, além de a prática ser valiosa por várias razões, "é também muito engraçada".
Essa unidade tática é bastante móvel e capaz de adaptar-se às mudanças de situação. Se surge repentinamente algum perigo atrás ou ao lado da unidade, a tropa que está nessa direção é designada para a frente da unidade. A equipe toda pode mudar de posição sem muitas manobras. Além disso, as tropas podem se proteger quando a equipe toma posições avançadas. Se a unidade está sendo atacada, a equipe não se move toda ao mesmo tempo: uma tropa desloca-se enquanto os outros dão cobertura ou colocam um anteparo físico (com escudos). Então, uma outra tropa muda de posição.
A tropa não foi feita para ser uma parede de policiais impenetrável. Na verdade, o batalhão de choque geralmente deixa uma rota de fuga para que os desordeiros passem fora do pelotão. Os oficiais podem adotar uma posição passiva, em que se espalham e ficam a vários metros de distância entre si. A multidão pode infiltrar-se facilmente entre eles. Se um grupo particularmente violento for em direção aos oficiais ou se estes marcarem suspeitos específicos que querem prender, os policiais podem fechar rapidamente os vãos e formarem uma fila.
À medida que o grupo segue em direção à multidão, ele cutucará e empurrará qualquer pessoa que relute em sair no momento em que a tropa de frente se aproximar. Se ainda se negarem a sair, a unidade continua andando, mas a tropa de frente abre caminho e passa ao redor dos manifestantes. Uma vez que os manifestantes estão dentro do quadrado, a unidade pára, a tropa de frente se refaz e a equipe de captura enfileira os desordeiros. Feito isso, a unidade pode prosseguir.
Mayor Daley e a Polícia Secreta de Chicago Embora alguns dos manifestantes tenham planejado fazer protestos com violência, as demonstrações provavelmente não teriam chegado ao nível de grandes rebeliões, se não para a polícia. A polícia de Chicago, talvez devido a suas próprias visões políticas, viu os manifestantes como um inimigo. Manifestantes, repórteres, espectadores e quaisquer outras pessoas que tenham se declarado contrárias a suas táticas foram agredidas, intoxicadas pelo gás e arrastadas até serem presas. Até mesmo os médicos da Cruz Vermelha que estavam tentando auxiliar os feridos foram espancados pela polícia. |
Como ocorre uma rebelião?
Nenhum dos boatos era verdadeiro, mas formaram-se na cidade multidões furiosas que atacavam qualquer pessoa que não tivesse a mesma cor de pele que a sua. Os oficiais de polícia brancos logo se juntaram aos desordeiros. Houve relatos de que policiais atiravam pelas costas em negros que fugiam e batiam brutalmente em espectadores inocentes. Quando as tropas federais tomaram o controle, as contas foram registradas: 25 negros e nove brancos mortos, com US$ 2 milhões em danos a propriedades. |
Existem tipos diferentes de rebeliões, mas quase todas podem ser descritas em termos gerais como sendo semelhantes a um incêndio. Para o começo de um incêndio, duas coisas são necessárias: combustível e uma faísca.
O combustível para uma rebelião forma-se ao longo do tempo. Em muitas rebeliões, o combustível pode ser anos ou mesmos décadas de discriminação racial, tratamento injusto a pobres ou adversários entre uma empresa. Se as pessoas não tiverem uma maneira efetiva de lidar com esses problemas ou de mudar essa situação, a tendência à raiva e frustração crescerá cada vez mais forte.
Uma vez que o combustível foi formado, praticamente qualquer faísca pode incendiá-lo. Um incidente que irrita um grupo pode influenciá-lo contra outro grupo. Em muitos casos, nem precisa acontecer um incidente real - basta um rumor entre um grupo para transformar uma raiva profunda em uma explosão violenta.
Algumas rebeliões ocorrem em times de esporte que perdem ou ganham grandes jogos ou campeonatos. Nesse caso, o combustível não se forma por muito tempo - a maioria das vezes, é o resultado do álcool. A embriaguez da multidão contribui para essas rebeliões, despertadas pela excitação ou desapontamento com o desempenho de um time.
Na próxima seção, veremos que equipamentos as unidades de controle de multidões utilizam em seu trabalho.