Arrecadação de fundos de campanha de Barack Obama

Em 20 de fevereiro de 2007, um evento de levantamento de verbas foi realizado em Los Angeles para Obama pelos presidentes da DreamWorks Studio, Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen. Os ingressos custavam US$ 2.300 por pessoa, e a noite gerou para a campanha cerca de de US$ 1,3 milhões [fonte: AP (em inglês)].

Outro evento em Hollywood, realizado em setembro de 2007 por Oprah Winfrey também vendeu ingressos a US$ 2.300 por pessoa (isso é o máximo, por lei, que um indivíduo pode doar para uma campanha eleitoral nos EUA). Esse evento levantou cerca de US$ 3 milhões para a campanha presidencial de Obama [fonte: AFP (em inglês)].

Boa parte das verbas de campanha de Barack Obama é conseguida por meio da ajuda de celebridades. Um evento em Cincinnati, oferecido pelo senador do Estado de Ohio Eric Kearney, em 26 de fevereiro de 2007, atraiu 1.000 apoiadores e gerou entre US$ 350 mil e US$ 500 mil. O anfitrião disse que estava impressionado pela "diversidade de pessoas: brancos, negros, latinos, asiáticos, ricos e pobres" [fonte: Cincinnati Enquirer (em inglês)].

Obama na corrida de New Hampshire 2008.
Stan Honda/AFP/Getty Images
Barack Obama durante as prévias de 2008, em New Hampshire­
Em outubro de 2007, a campanha de Obama anunciou que havia atraído 93 mil novos doadores, que contribuíram com US$ 19 milhões no terceiro trimestre daquele ano. O total arrecadado para a campanha chegou a US$ 74,9 milhões somente para as prévias, com contribuições de 352 mil doadores [fonte: Barack Obama.com (em inglês)]. As doações feitas de outubro a 31 de dezembro somaram mais US$ 23,5 milhões. De 1º a 8 de janeiro de 2008, a campanha de Obama levantou US$ 8 milhões [fonte: The Washington Post (em inglês)]. Ao longo do mês de janeiro de 2008, a campanha de Obama levantou US$ 32 milhões, a maior arrecadação de todos os candidatos nas prévias de 2008 até aquele momento [fonte: NPR].

"Nós continuamos construindo um movimento que nos dá a melhor posição para competir financeiramente nas prévias e nas convenções de partidos que estão por vir", escreveu o dirigente de campanha, David Plouffe. Boa parte do arrecadado é gerada por meio de contribuições online. Da meia-noite de 9 de janeiro até a manhã seguinte, a campanha de Obama recebeu US$ 500 mil somente de doações online [fonte: The Washington Post (em inglês)].

Obama também tem o apoio da indústria e se posiciona no topo ou próximo do topo nas contribuições recebidas através da indústria farmacêutica, de associações de aposentados, de setores de seguros e investimentos, do ramo do entretenimento, dos bancos, das indústrias de computadores e internet, de organizações de educação, de convênios de saúde, de firmas de advocacia e da indústria de investimentos. Ele se posiciona quase no último lugar nas contribuições recebidas de organizações de lobistas, companhias petrolíferas e indústrias de tabaco [fonte: Open Secrets.org (em inglês)].

A campanha de Obama foi abalada quando um de seus apoiadores, o desenvolvedor da área de Chicago, Tony Rezko, foi preso em 28 de janeiro de 2008, sob acusações federais de conspiração, tráfico de influência e restituição de mercadorias roubadas. O candidato disse aos repórteres que planejava retirar da campanha os US$ 80 mil arrecadados por Rezko [fonte: CNN (em inglês)].

Obama trabalhou para grupos não-lucrativos que tinham ligações com a companhia de desenvolvimento de Rezko e trabalhou durante cinco a sete horas diretamente para a firma dele [fonte: Chicago Tribune]. O desenvolvedor havia contribuído e ajudado a angariar cerca de US$120 mil para a campanha de Obama ao Senado, em 2004 [fonte: ABC News (em inglês)]. Obama, como senador, escreveu duas cartas apoiando a aventura de Rezko [fonte: CNN (em inglês)]. O senador devolveu os US$ 44 mil das contribuições de Rezko e prometeu outros US$ 40.350 como doação para a caridade [fonte: Chicago Tribune].

Um acordo envolvendo a casa que Obama adquiriu em Chicago em 2005 foi questionado. O vendedor é acusado de tentar vender duas propriedades adjacentes de uma só vez. Os Obama compraram uma delas para ser sua casa por aproximadamente US$ 300 mil abaixo do preço pedido. A esposa de Rezko, Rita, adquiriu a outra casa pelo preço pedido. Mais tarde, os Rezko venderam um trecho de terra pertencente à segunda propriedade dos Obama. Não existe menção de Obama em quaisquer acusações federais contra Rezko [fonte: The New York Times (em inglês)].

Os Obama e as campanhas rivais usaram a criatividade durante a corrida das prévias de 2008 estendendo o alcance além do Atlântico e minando um fonte de contribuições de campanha anteriormente negligenciada: os expatriados, americanos vivendo no exterior. A esposa de Obama, Michelle, organizou um evento de levantamento de verbas em Londres, em outubro de 2007. Contribuições espontâneas de expatriados também chegaram. Até 18 de setembro de 2007, a campanha de Obama havia levantado US$ 222 mil de americanos vivendo no exterior, comparados com os US$ 26.430 do rival Edwards e os US$ 10.950 de Clinton [fonte: The Washington Post (em inglês)].

Em junho de 2008 Obama foi criticado por McCain ao anunciar que abriria mão de recursos públicos para financiar sua campanha - em janeiro ele havia dito que avaliava o uso desses fundos. Fixados em US$ 85 milhões, impediriam o uso de outras fontes de financiamento. A desistência de Hillary Clinton deu a Obama a perspectiva de arrecadar US$ 200 milhões para a disputa presidencial. Obama se voltou novamente a simpatizantes ricos - e passou a contar com os doadores de Clinton [fonte: The New York Times (em inglês)].

Ao todo, a campanha de Obama levantou US$ 650 milhões, contando as primárias e a disputa presidencial. Só em setembro de 2008 foram US$ 150 milhões. Doadores individuais foram responsáveis por 91% dos recursos [fonte: Telegraph, Open Secrets].

Para mais informação sobre a corrida presidencial e outros assuntos relacionados, visite a próxima página.