O visual e a atitude jovem, ao longo da década, migrou do riponga e do black power da virada dos anos 60 para os 70 para uma diversidade que ia da agressividade do punk ao chique e colorido da disco music e da new wave no final daqueles anos. Herança da contracultura hippie, as batas, pantalonas, saias e vestidos com estampas floridas ou étnicas, com influências ciganas e indianas, e os cabelos compridos deram o tom da moda jovem na primeira metade da década.
![]() Reprodução O sucesso do seriado televisivo "As Panteras" fez com que o visual e o cabelo das personagens fossem imitados pelas mulheres |
Parte da elegância que existia na música negra dos anos 60 inspirou o visual dos freqüentadores das discotecas na segunda metade dos anos 70. Até porque muito da disco music derivava do funk e de outros ritmos da black music. Mas era uma versão mais extravagante e exótica com camisas de cetim e de seda, calças a base de lycra, meia-calças combinando com saias, tudo cheio de lantejoulas. No Brasil, a novela “Dancin’ Days”, de Gilberto Braga, veiculada pela Rede Globo em 1978, ajudou a popularizar o vestuário da onda disco.
O colorido da discoteca, mas com outros tons e uma versão mais futurística iria aparecer também na moda new wave, que surge no final dos anos 70 e se constituiria na representação visual dos anos 80, com seus blazers com ombreiras, calças “bag”, camisas em tons pastéis e cabelos ao estilo “mullets”.
![]() Reprodução O filme "Guerra nas Estrelas" (Star Wars) é um dos ícones do que de mais importante aconteceu na cultura pop na década de 70 |
John Travolta: astro dos sucessos “Os Embalos de Sábado à Noite” e “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” tornou-se um símbolo da era da disco music e do cinema teen da década. Dancin’ Days: a novela da Rede Globo foi um sucesso nacional ao contar a história de uma ex-presidiária, interpretada por Sônia Braga, e ao mostrar parte da cultura da discoteca. Sid Vicious: o baixista do Sex Pistols representava a essência do movimento punk: jovem, anárquico, caótico, agressivo, sem virtuose musical alguma, sem futuro – com todas essas “qualidades” ajudou a mudar os rumos da canção jovem no mundo inteiro. Guerra nas Estrelas (Star Wars): o primeiro filme da saga de George Lucas encantou e deixou boquiabertos jovens no mundo inteiro. Darth Vader, Luke Skywalker e Hans Solo entraram definitivamente para a galeria de ídolos da cultura pop. Pelé: o melhor jogador de futebol de todos os tempos, autor de mais de mil gols feitos contra times bons de verdade, foi jogar no milionário time do New York Cosmos e ajudar a popularizar o futebol (soccer) nos Estados Unidos. Clint Eastwood: o ator personificou Dirty Harry o violento e politicamente incorreto policial em filmes que retratam a cultura e a atmosfera urbana dos anos 70 nos Estados Unidos. Helena Ramos: a atriz foi um símbolo sexual do cinema brasileiro dos anos 70, com participação em vários filmes produzidos pelo “cinema da Boca do Lixo” e em pornochanchadas. Roberto Carlos: saindo da Jovem Guarda ingressa nos anos 70 em uma fase romântica e erotizada, tornando-se o rei da música popular no país e líder de vendagens e das paradas de sucesso durante toda a década. Pink Floyd: o supergrupo de rock progressivo e psicodélico lançou álbuns conceituais, como “The Dark Side of the Moon” (1973), que foram considerados obras de arte com suas letras filosóficas e sonoridade viajandona típica do início dos anos 70. As Panteras: seriado televisivo, que trazia a atriz Farah Fawcet como um dos “anjos de Charlie”, mostra três belas detetives que exemplificaram o charme e a moda dos anos 70. |