Estamos sozinhos no amor?


Imagem cedida por USGS
Arganaz-das-pradarias
Apenas 3% dos mamíferos, além da espécie humana, formam relacionamentos "familiares". O arganaz-das-pradarias é um desses animais. Este arganaz se une pela vida toda e prefere passar o tempo com seu parceiro ao invés de encontrar outros arganazes. Alguns chegam ao extremo de evitar arganazes do sexo oposto.

Quando eles têm uma ninhada, o casal trabalha junto para cuidar dos filhotes. Eles passam horas cuidando um do outro ou apenas juntos. Já foram realizados estudos para tentar determinar a diferença química que pode explicar por que o arganaz-das-pradarias forma essa relação monogâmica e vitalícia, enquanto seu parente próximo, o arganaz-das-montanhas, não.

Segundo estudos de Larry Young, pesquisador de relacionamentos sociais da Universidade Emory, o que acontece é que, quando o arganaz-das-pradarias escolhe um parceiro, assim como os humanos, elimina os hormônios oxitocina e vasopressina. Como o arganaz-das-pradarias tem os receptores necessários para esses hormônios localizados no cérebro, na região da recompensa e reforço, ele forma uma união com seu parceiro. Essa união acontece com determinado arganaz com base no cheiro, que é mais ou menos como uma impressão digital. Aumentando ainda mais o reforço, entra a dopamina, que é lançada no centro de recompensa do cérebro quando os parceiros fazem sexo, fazendo com que a experiência seja agradável e eles queiram repetí-la. E graças à oxitocina e à vasopressina, eles querem fazer sexo com aquele mesmo arganaz.

Como o arganaz-das-montanhas não tem os receptores para a oxitocina e vasopressina em seu cérebro, estas substâncias não têm efeito nenhum, e eles continuam trocando de parceiro a cada noite. Fora esses receptores, as duas espécies de arganaz são quase iguais.

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