Dos 'bobbies' da Grã-Bretanha aos 'jakes' do Japão, existem semelhanças em programas de treinamento policial em todo o mundo porque os oficiais compartilham de um objetivo comum: impor a lei. As diferenças surgem nas áreas de treinamento em que são enfatizadas e nas qualificações. Os EUA equilibram o treinamento físico e o acadêmico durante um período médio de seis a oito meses. Depois disso, os novos oficiais de polícia precisam completar um programa de treinamento de campo e um período de experiência antes de passarem para uma área especializada.
Scott Barbour/Getty ImagesA Grã-Bretanha possui um sistema semelhante para a força policial da Polícia Metropolitana. O seu programa de treinamento cobre a lei, o procedimento policial, a comunicação, as técnicas de salvamento de emergência e o condicionamento físico [fonte: Polícia Metropolitana]. No entanto, as restrições de idade são menores, permitindo que o treinamento se inicie aos 18 anos e meio de idade. Também não há pré-requisitos de instrução e o período de experiência dura cerca de dois anos.
No Oriente Médio, a Palestina inaugurou a Academia de Polícia de Fatah em 2007, com um grande financiamento da Arábia Saudita e da União Européia [fonte: Gradstein (em inglês)]. Embora essa academia de polícia esteja inicialmente treinando os oficiais de polícia atuais em um esforço de reestabelecer a segurança na Palestina, ela cobre os mesmos treinamentos físicos e acadêmicos básicos de outras academias de polícia. Antes de a academia ter sido inaugurada, os policiais recebiam pouca instrução. Agora, ensinam-se habilidades técnicas e de informática, assim como gerenciamento e táticas de negociação. Da mesma maneira que a Academia de Polícia do Departamento de Polícia de Los Angeles ensina o espanhol, os recrutas da academia de Fatah aprendem hebraico, o idioma dos vizinhos israelenses.
Koichi Kamoshida/Getty ImagesNo outro lado da Ásia, o treinamento policial japonês é supervisionado pela Agência Nacional de Policiamento. O treinamento possui uma abordagem educativa mais ampla, já que mais recrutas possuem diplomas de ensino médio ou superior, em comparação aos dos Estados Unidos [fonte: Bayley (em inglês)]. Os novos recrutas passam por um período de treinamento em sala de aula e experiência de campo, seguidos de mais treinamentos em sala de aula. De maneira interessante, a instrução acadêmica também reflete a história e a cultura japonesas integrando os princípios de Confúcio e as tradições de luta dos samurais [fonte: Bayley (em inglês)].
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Enquanto o número de recrutas diminui em partes dos Estados Unidos, o governo americano passa por um período ainda mais difícil com o treinamento e o recrutamento de policiais no Iraque. Quando os EUA declararam guerra ao Iraque em 2003, eles não previam que a batalha continuaria enquanto tentavam construir uma força policial capacitada no Iraque [fonte: U.S. Department of State]. Além disso, quando as forças americanas entraram no território iraquiano, a força policial estava nos 30 mil, muito longe dos estimados 135 mil policiais treinados necessários para manter o controle civil [fonte: U.S. Department of State]. Essas questões, juntamente com a alta taxa de mortalidade policial e com a infiltração das academias de polícias da milícia, tornaram a criação e o treinamento da policia iraquiana uma tarefa inesperadamente difícil. O esforço americano passou por um exame minucioso por causa da falta de progresso, apesar das mais de nove academias de polícia criadas no Iraque e na Jordânia [fonte: Paley (em inglês)] e os mais de US$ 1 bilhão em fundos federais investidos nos esforços [fonte: Schmitt (em inglês)]. |